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A Questão Urbana- Manuel Castells

Trabalho por Tássia Medeiros, estudante de Arquitetura @ , Em 22/04/2003

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O Fenômeno Urbano: Delimitações Conceituais e Realidades Históricas

Recife 2002

Mais uma vez o texto fala sobre o termo urbanização, e podemos distingue-lo de duas formas diferentes: primeiro como uma de concentração populacional delimitada por dimensão e densidade, e depois como uma diferenciação do sistema de valores, atitudes e comportamentos da sociedade, a "cultura urbana".

É lembrada novamente a equivalência da urbanização e da industrialização, que além crescer em conjunto, criou as novas dicotomias discutíveis: rural/urbano e emprego agrícola/emprego industrial. O autor recusa-se a utilizar o termo "cidade" ao falar de formas de povoamento, mostrando assim seu ponto de vista sobre a problemática "urbana" e a organização social. Ligar forma espacial e conteúdo cultural não é a forma mais precisa para definir urbanização, pois este processo vai muito, além disso.

Na teoria a forma de definir urbano não passa de uma relação entre aglomerado e sua densidade, mas na pratica as coisas não são tão simples, pois não dá para determinar uma resposta X para essa relação, sem lembrar os níveis de desigualdade social. Muitas outras formas para definir o espaço urbano são existentes, mas apenas as mais maleáveis, entre elas a que consiste em classificar as unidades espaciais dos paises tomando por base a dimensão, a densidade e sua hierarquia funcional. Desse ponto de vista a dicotomia rural/urbano perde seu significado.

Os primeiros aglomerados urbanos mostram que cada cidade é um lugar geográfico com uma determinada estrutura político-administrativa desenvolvida para aquele local, e para o nível de desenvolvimento daquele povo. Onde cada cidade tem seu comercio, seu governo, seus habitantes e está completamente desligada das outras cidades vizinhas. Mostrando que o urbano está sempre articulado à sociedade. Mais tarde a idéia de cidade muda, e mesmo tendo características das antigas civilizações sua ligação está maior, seu território é maior e existe apenas um governo mandando em todas cidades conquistadas por ele, são os chamados Impérios.

Na Idade Média as cidades crescem com ajuda dos laços estabelecidos entre a burguesia e a nobreza, estando estas no comando. Onde as classses conseguiam dialogar, as terras em volta dos feudos cresceram de forma complementar, mas onde esse dialogo não existia o espaço urbano ficava isolado dos feudos. Ainda pode-se questionar as relações entre burguesia-nobreza-realeza.

Nem mesmo o crescimento industrial dos paises chegou a influenciar o crescimento das cidades, na realidade este crescimento até mesmo atrapalhou e quase causou o desaparecimento desta enquanto forma institucional e social autônoma.A ligação existente entre urbanização e Primeira Guerra Mundial está apenas no se relaciona também com o tipo de produção capitalista, que acabou com a sociedade agrária e forçou a emigração para os centros urbanos já existentes.

A relação entre industria e cidade, está cada dia mais igualitária, onde os dois dependem igualmente de seus frutos, a cidade necessita das ofertas de emprego, e a industria da matéria-prima e dos meios de transporte.

Atualmente o problema que gira em torno da urbanização está ligado a certos dados:

  • Os níveis de aceleração do ritmo do crescimento da urbanização;
  • A localização inapropriada de níveis altos de concentração nas regiões subdesenvolvidas;
  • As novas formas urbanas;
  • A relação entre o fenômeno urbano e os modos de produção.

Teoricamente estes problemas podem sem descritos com base em estudos históricos, essa é uma questão extremamente delicada que o autor tentou postular da seguinte forma:

  • Urbanização pode designar a concentração das atividades das populações num espaço restrito, ou a difusão de um sistema cultural especifico.
  • O urbano pertence a dicotomia ideológica sociedade tradicional/ sociedade moderna, e refere-se a diferença social e funcional da sociedade moderna.
  • A partir deste momento o autor passa a