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Como usar, interferir, modificar espaços.

Trabalho por mayra lima melo amora, estudante de Arquitetura @ , Em 22/06/2008

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ESTUDO DE COMPOSIÇÃO: COMO USAR, INTERFERIR, MODIFICAR ESPAÇOS.

Faculdade Integrada do Ceará - FIC
2008

 

 

– Estudo de composição.

– Como usar, interferir, modificar espaços.

• Princípios de design

Os seguintes princípios do design são considerados como recursos visuais que permitem que as formas e espaços variados e diversos de uma ambientação coexistam dentro de um todo ordenado, unificado e harmonioso:

EQUILÍBRIO

Alcançamos o equilíbrio quando a capacidade dos elementos em chamar nossa atenção e seus respectivos pesos visuais (elementos arquitetônicos ou mobiliários) neutraliza-se. Chamamos de peso visual o impacto psicológico causado por um elemento.

Tipos de equilíbrio:

1. Equilíbrio simétrico: É uma forma passiva e formal de equilíbrio. Ocorre quando um lado de um elemento é exatamente igual ao outro. É simples, fácil e rápido de reconhecer, pois, ao vermos um lado igual ao outro, lemos imediatamente essa solução como sendo correta e equilibrada. É usada em ambientes mais clássicos e formais. Essa forma de equilíbrio coloca toda a atenção no elemento central da composição, ao mesmo tempo em que reduz visualmente sua dimensão. Portanto, devemos usá-la quando objetivamos atrair a atenção para um elemento específico. Uma fachada em que a porta de entrada é centralizada entre duas janelas idênticas é um clássico exemplo desse tipo de solução. Se quisermos tirar a atenção do centro da composição, devemos agregar de modo criativo os elementos compositivos, abusando de suas formas e cores. No caso anterior da fachada, cores mais viva nas janelas tirariam à atenção da porta de entrada.
2. Equilíbrio assimétrico: É mais informal, dinâmico e espontâneo. Nessa forma de equilíbrio, um lado de um elemento é equivalente ao outro no peso, mas não na forma. Não existe uma fórmula para alcançá-la, pois é totalmente livre e flexível. Deve ser usado quando se deseja amplitude e informalidade. É muito utilizado em paisagismo e no design contemporâneo. Sugere movimento, por ser menos óbvia do que o equilíbrio formal. Numa fachada principal, podemos ter a porta centralizada entre uma grande janela, de um lado, e, de outro, duas janelas menores, porém com a mesma força visual da janela grande.
3. Equilíbrio radial: a característica principal é o movimento circular que se direciona para ou se expande de um foco central. Pode ser estático (por exemplo, em um desenho central de piso num hall) ou ativo, onde o ponto central recebe menos ênfase e é menos óbvio (por exemplo, uma escada em caracol). Menos importante do que os anteriores, o equilíbrio radial acrescenta um componente diverso na composição, sendo um contrapeso à retangularidade.
4. O desequilíbrio proporciona uma sensação de instabilidade. Não é repousante e causa intranqüilidade.

RITMO

A repetição de uma forma, de um elemento, ajuda a garantir coerência ao projeto. O ritmo pode se definido como um movimento organizado, contínuo.

• Crie ritmo repetindo as cores ou as formas que dão caráter ao projeto.
• Repita de modo planejado, a fim de criar movimento e evitar que muita repetição torne o ambiente monótono. É óbvio que o pouco uso desse recurso não dá necessariamente unidade ao projeto.

Bom senso e vontade de dar ao projeto um caráter particular conduzem ao uso equilibrado do ritmo. Repita para surpreender, dar movimento, unir os espaços.

HARMONIA

Num projeto é importante manter a harmonia entre seus vários centros de interesse. O projeto não deve parecer uma junção de elementos unidos ao acaso, que competem entre si. Deve ser um todo, um conjunto de formas, cores, texturas, que se relacionam e interagem.

ESCALA E PROPORÇÃO

São princípios relacionados com a forma e o tamanho dos elementos.

Escala: Refere-se ao tamanho absoluto de um elemento comparado a outros tamanhos absolutos (por exemplo, grandes móveis devem estar distribuídos em grandes espaços