GWF HEGEL
Hegel (Sttutgard, 1770 - Berlin, 1831):
Hegel forma-se de acordo com as tradições idealistas da filosofia alemã, segundo as quais o espírito dirige a matéria.
Professor na Suíça e em várias cidades alemãs, o ápice de sua carreira no magistério é alcançado ao substituir o filósofo Fichte na Universidade de Berlim, onde leciona até a morte. Em sua obra filosófica se destacam: "Fenomenologia do Espírito", "A Ciência da Lógica", "Filosofia do Direito" e obras publicadas com base em seus cursos na Universidade de Berlim.
Hegel concebe uma teoria que abarca toda a civilização passada e presente. Sua palavras: "(...) todas as coisas são contraditórias entre si" são a base da lógica, na qual todo conceito (tese) contém um conceito oposto (antítese) e ambos geram um terceiro conceito superior (síntese), dentro da evolução da idéia - definida como a força motora da vida.
Esta lógica dialética norteia as suas teorias; Hegel, assim, marcou a filosofia contemporânea.
Nota do tradutor
A tradução apresentada obedece a diversos critérios; para a maior parte dos termos alemães que possuem equivalentes latinos, optou-se por uma única solução, na tentativa de facilitar não somente a tradução mas também a interpretação tradutiva.
Prefácio de Heinrich Gustav Hotho para a Primeira Edição de Lições sobre a Estética de G. H. F. Hegel
Sem o intuito de elogiar nem apontar defeitos às partes singulares ou ao todo, os estudos sobre a obra permitem que ela fale por si mesma. O profundo princípio-fundamental de Hegel ultrapassa todas as tentativas mais ou menos fracassadas de críticas, onde apresenta o ápice de conhecimento, inabalável em sua base, perante a conturbada arrogância juvenil. O pouco talento que possuía para as artes foi transformado e elevado a um ponto aquém da seriedade da ciência, centrando seus esforços na filosofia da arte. E suas mesclas levam a grandes dificuldades analíticas para a manutenção da fiel autenticidade da obra.
Houveram muitos documentos relacionados, mas em forma de suplementos e cadernos para citações orais, conectados ou não entre si. Esboçam uma continuidade, mas a análise singular também remete a uma busca mais profunda, abrangente e complexa sobre Hegel, pois este fazia uso de uma linguagem lacônica de notas marginais, escritas umas por cima das outras, e a cada ano aumentavam mais e mais. Não apresentam estética compreensível para nós: possuem forma aleatória, indefinida.
O próprio Hegel se via confuso diante tamanha desordem, mas seu raciocínio fora sempre estruturado pelas idéias que surgiam para incrementar a sua filosofia. O empenho em torná-la sempre mais compreensível e extensa fazia com que cada ponto central tivesse seus pontos periféricos singulares, e estes também, e daí por diante; esta atitude não possuía o intuito de esclarecer, mas demonstra o fervor no aprofundamento do assunto.
Assim, a ciência da arte passava a ser tratada com a força da especulação reforçada e uma ampla perspectiva.
Abranger todos os pontos de Hegel seria inconveniente, devido à extensão a que chegaria. A transparência na profundidade do seu curso de pensamentos, baseados em seus conhecimentos e intuições, parece ser uma grande virtude, visto o conteúdo complexo na elaboração das preleções sobre filosofia natural, psicologia, estética, filosofia da religião e história mundial. Quanto mais rapidamente estava de acordo com o seu pensamento empírico, mais se tornava senhor soberano no completo domínio e clareza de sua especulação à medida que mais amplamente se acumulava a matéria, no que concerne sobretudo à arte, à religião e à ciência orientais.
A clareza de seus manuscritos demonstra a maestria com que conseguiu expor pontos difíceis, cedendo ao rigor do método científico. Para tanto, os já citados cadernos e apêndices se fazem necessários, pois sem eles a compreensão fica deficitária ou se perde.
A fidelidade se perdeu um pouco devido a transações lingüísticas do alemão contemporâneo a
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