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Arte Paleocristã

Trabalho por Andréia Cardoso de Oliveira, estudante de Arquitetura @ , Em 21/07/2003

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ARTE PALEOCRISTÃ


ARQUITETURA-BASÍLICAS

Constantino o Grande, converteu-se ao cristianismo e iniciou a construção dos primeiros templos, a partir daí surgiu, quase de imediato, a arquitetura voltada para a construção de igrejas possibilitando às congregações que se reunissem em novos e impressionantes edifícios para que todos pudessem ver, pois antes o culto religioso era realizado nas casas dos membros mais ricos às escondidas. Sendo a religião cristã um movimento popular, contrapondo-se à cultura da classe dominante, as primeiras basílicas surgiram em bairros periféricos e populares das cidades romanas, longe dos centros monumentais. Com o reconhecimento da igreja pelo Estado surgiram novas comunidades, as que já existiam se expandiram e houve um grande aumento de conversões.

Os construtores paleocristãos abandonaram os elementos do repertório clássico, o esforço no sentido de conservar a formalidade dos ambientes. Houve a ruptura do equilíbrio clássico. Isto marca uma separação importante na história da cultura arquitetônica produzindo várias conseqüências: para cobertura dos grandes ambientes adota-se a solução mais simples, isto é, o teto em arcadas de madeira e as espessuras das paredes reduzidas ao limite, produzindo um empobrecimento da aparência formal. Sendo Deus um ser transcendente, os objetos do culto dos próprios edifícios não têm só um caráter sagrado, mas um valor sentimental. A basílica de Santa Salina (fig. 01), por exemplo, tem os seus lados lisos, com uma série de aberturas ou decorações repetidas, há colunas e entablamentos não mais de ordens arquitetônicas e as proporções do vão não são perceptíveis a um observador parado induzindo-o a entrar.

As basílicas cristãs têm seu interior espaçoso para abrigar um maior número de fiéis, embora tivessem sido criadas para várias finalidades. As basílicas também deviam ser a casa de Deus, por isso as entradas situavam-se nas suas extremidades, geralmente voltadas para oeste, e na extremidade oposta na nave central ficava o altar (parte mais importante do ritual). A extremidade onde era colocado o altar é separada do restante por uma estrutura remanescente do arco triunfal romano.

Analisando a planta da basílica de São Pedro (fig.02), exemplo da estrutura do estilo paleocristão, temos os elementos: átrio (1)-pátio localizado antes do corpo da igreja propriamente dito, lugar onde ficavam os novos convertidos e no centro, o cantarus que é uma fonte muito bem tratada na qual eram realizadas as ablusões dos fiéis; nártex (3)-lugar onde deviam permanecer as pessoas ainda não batizadas; do nártex vinha a nave (2), que era a igreja propriamente dita, uma grande sala no interior da qual se reuniam em duas metades distintas, homens de um lado e mulheres do outro, o alargamento das calcídeas gera o transcepto (braço horizontal da cruz latina); abside (4)- espécie de fundo para o altar, situado no extremo posterior da nave com formato de semicírculo no qual geralmente se guardava o sarcófago com os restos de um mártir. Muitas basílicas foram construídas sobre tumbas já existentes e no decorrer do tempo construíam-se ao lado da basílica um pequeno edifício, denominado cripta, onde eram depositados os restos mortais do santo.

No entanto a parte externa da basílica é bastante simples, de tijolos com várias colunas e arcos servindo apenas de invólucro interior, contrastando com a parte externa (fig. 03), onde há o mármore precioso e os mosaicos brilhantes, transformando-se em um "universo de luz resplandecente" deixando o mundo cotidiano lá fora.


PINTURA

Os cristãos recusavam-se a adorar os deuses oficiais romanos e a reconhecer a divindade do imperador, pois só admitiam um único Deus. Por este motivo foram então perseguidos, sendo acusados de trair Roma. Em 67 d.C., houve a primeira perseguição movida por Nero. Essas perseguições levaram os cristãos a se refugiarem nas catacumbas, galerias subterrâneas de Roma. Dentro dessas galerias o espaço destinado