A Caminho da Auto-organização
As Organizações Vistas como Cérebros
O escritor científico G. R. Taylor comenta sobre certas diferenças entre cérebros e máquinas.
Realça um famoso experimento feito pelo psicólogo americano Karl Lashley, onde este removeu crescentes quantidades de cérebros de ratos que haviam sido ensinados a correr em um labirinto; noventa por cento dos cérebros dos ratos foram retirados, deixando apenas o córtex visual, o que não fez com que os ratos não encontrasse o caminho pelo labirinto. O que não acontece com nenhuma máquina criada pelo homem, parece que cada parte da memória está distribuída em diversas partes do cérebro como um todo.
O cérebro possui uma forma de sempre oferecer um arranjo para problemas específicos, o que para a máquina é feito sobre cadeias de causa e efeito.
O fato é que o cérebro não se compara a nada mais.
Estes comentários de Taylor levantam uma questão:
Será possível planejar organizações de tal forma que tenham a capacidade de ser tão flexíveis , resistentes e engenhosas como o funcionamento do cérebro?
Só é possível conseguir isto através de novos meios de efetuar a ligação entre as partes organizacionais. Na organização matricial, isso é atingido pela dupla contribuição de padrões de autoridade e responsabilidade, bem como pelo encorajamento de estilos de administração mais democráticos. Na forma orgânica, isto é atingido conferido aos diferentes elementos organizacionais, graus de liberdade dentro dos quais possam encontrar o seu próprio modo de integração.
Quando a organização orgânica contempla o principio da auto-organização, se torna mais próxima do funcionamento de um cérebro, porém são poucas as coisas na teoria organicista que fala sobre como se pode transformar as organizações neste sentido.
Teóricos contingenciais acreditam que o certo seria apontar as "pessoas certas" para o cargo que se tem em mente, criando uma autoridade flexível, comunicações e estruturas e recompensas que os motive a satisfazer às suas próprias necessidades, ocorrendo assim um laço de união para com os objetivos da organização.
É relevante a idéia de que também a liderança institucional bem-sucedida gerará uma estratégia organizacional apropriada, um estilo de administração corriqueiro que motive a criatividade e a inventividade.
Usando o cérebro como uma metáfora para a organização, é possível desenvolver a habilidade para realizar o processo de organização de maneira que promova a ação flexível e criativa. As organizações sob circunstâncias de uma racionalidade "instrumental", na qual as pessoas são valorizadas pela sua habilidade de se encaixarem simplesmente em determinada função de uma estrutura predeterminada, acabam enfrentando muitos problemas, pois é importante que os elementos da organização seja capazes de questionar a propriedade do que estão a fazer, também, modificar sua ação para levar em conta novas situações.
Isso requer uma capacidade organizacional que seja "substancialmente" racional, ou seja, a ação manifesta a inteligência das relações dentro das quais a ação é desejada; assim passa a agir dentro de uma consciência apropriada.
O cérebro dá inicio à ação inteligente, ou seja, é supremo diante dos sistemas naturais e feitos pelo homem. Nenhum sistema feito pelo homem está próximo de atingir sua sofisticação, mesmo até dos tipos mais simples de cérebros.
Muitos administradores e teóricos organizacionais apenas tocaram superficialmente no ponto em que o cérebro, quando se dispõem a melhorar a capacidade de inteligência organizacional, oferece então, uma metáfora óbvia para a organização. Apenas limitam a sua atenção à idéia de que a organização necessita de um cérebro ou uma função semelhante de um cérebro, como por exemplo, sob a forma de grupos de planejamento corporativo, grupos de reflexão e etc.; ou seja, mecanismos que sejam capazes
Ferramenta