A Arte da Guerra e O Príncipe Maquiavel
Unicsul
2008
A Arte da Guerra
A arte de administrar a guerra é como a arte de administrar uma empresa. O administrador deve estar preparado para enfrentar seus concorrentes, assim como na guerra se enfrenta o inimigo. Saber administrar os seus funcionários, planejar, organizar, comandar, corrigir erros. Este livro é como um manual de instruções para fazer com que a sua empresa gere bons resultados e esteja à frente de seus concorrentes conquistando o maior número de clientes, fazendo que os mesmos estejam satisfeitos com o seu produto e atendimento.
A arte da guerra é governada por cinco fatores fundamentais. O primeiro destes fatores é o político; o segundo, o tempo; o terceiro, o terreno; o quarto, o chefe; e o quinto, a doutrina.
As Políticas significam a real causa das pessoas para estarem em harmonia com a regra delas de forma que todos a seguirão e sem medo de qualquer perigo. Tempo significa noite e dia, frio e calor, dias bons e chuva, e mudança de estações. Terreno significa distâncias, e se refere ao chão que é atravessado com facilidade ou dificuldade e para se estar aberto ou fechado, e influenciar suas chances de vida ou morte. O chefe sustenta as qualidades do general da sabedoria, sinceridade, benevolência, coragem, e exatidão. A Doutrina será entendida como a organização do exército, as graduações entre os oficiais, os regulamentos de rotas de provisão, e a provisão de materiais militares para o exército.
Podemos comparar o primeiro, o fator político com a missão da empresa, que é a razão da existência da empresa, seu propósito. A missão corporativa inclui a missão, que possibilita que seus administradores e funcionários sigam um caminho que levará ao sucesso da empresa, concentrando esforços em um único foco.
O segundo fator, o tempo, pode ser comparado com a interação de forças naturais, pode ser compreendida como os fatores de ambiente externo à empresa, o microambiente (consumidores, concorrentes, ponto de venda, fornecedores) e macroambiente (forças demográficas, econômicas, tecnológicas, políticas, culturais).
O terceiro fator, o terreno, pode ser comparado ao próprio mercado de atuação da empresa. Se a empresa decide desenvolver um produto, é fundamental que ela estude a reação da concorrência, o consumidor, o ponto de venda, não esperando que o mercado se adequou ao produto, é necessário desenvolver um produto que satisfaça as necessidades e desejos do consumidor.
O quarto fator, o chefe, que pode ser comparado ao administrador da empresa (o comandante) com papéis de liderança na definição da missão da empresa; na análise ambiental, competitiva e nas situações específicas dos negócios; no desenvolvimento de objetivos, metas e estratégias; na definição de produto, mercado, distribuição e dos planos de qualidade para implementar as estratégias da empresa.
O quinto e último fator, a doutrina, O estabelecimento de Unidades Estratégicas de Negócios pode muito bem ilustrar essa citação de Sun Tzu, pois se as empresas administram vários negócios, nada mais prático é eficiente do que criar divisões de trabalho. Cada uma com sua própria estratégia, responsabilidades e objetivos, que facilitarão a identificação de ameaças e oportunidades dos produtos/serviços.
Além de manual para soldados rasos, A arte da guerra traduz, numa linguagem incisivamente elegante, ética, técnica, filosofia e estética. E também porque lida com a metáfora, A arte da guerra aplica-se a todo e qualquer conflito, alcançando cada indivíduo com seu opositor ou no caso da administração, de uma empresa com outra, concorrente ou aliada.
Em outras palavras, a guerra vista através da arte, ou a arte vista pela guerra, me pareceu um tema extremamente provocador para debates em qualquer instância: política, literatura, cinema, moda, artes plásticas, psicologia, religião, propaganda, esporte, tecnologia, comportamento, crítica e principalmente na administração.
A Arte
Ferramenta