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A Ética nas Organizações Modernas

Trabalho por Lilika, estudante de Administração @ , Em 22/04/2003

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RESUMO: "OS DESAFIOS ETICOS NAS ORGANIZAÇOES MODERNAS"
CAMPINAS – SP
2002


ENRIQUEZ, Eugène. "Os Desafios Éticos nas Organizações Modernas". In revista: RAE. Sao Paulo. Abri/Jun 1997. Pag 6 –17.


RESUMO

OS DESAFIOS ETICOS NAS ORGANIZAÇOES MODERNAS

O conceito ÉTICA agora é também usado fortemente na linguagem e nas práticas das organizações e instituições modernas. Isso pode ser encarado como uma forma da sociedade querer curar o "mal-estar" pelo qual vem passando.

Afirmar que a sociedade passa por um mal-estar, significa dizer que as organizações, instituições e ate mesmo o governo não se apresentam mais como legítimas, e elas não parecem ser capazes de cumprir sua missão, e muito menos de defini-la de maneira correta e precisa. Esse mal-estar é generalizado, e o individualismo humano apenas o agrava cada vez mais, pois o ser humano está tendo uma necessidade de formação de "tribos" para satisfazer seus desejos em comum e socializar-se novamente.

O desenvolvimento da razão foi acompanhado no século XVIII pelo renascimento da paixão e do valor a ela atribuído, pois passou a respeitar a sua condição de ser capaz de se colocar a serviço da paixão aberrante e ser contrabalançada pela forma do fluxo emocional. E, portanto, cada ser humano dotado de razão é, ou deveria ser, um ser estritamente semelhante aos outros, pois a razão é unirealista.

O reconhecimento do poder das paixões e os interesses divergentes que agrava a existência de um EU e de um ELE, de uma historia particular, de uma cultura que possui traços singulares. Assim, se a paixão é esquecida ou reprimida, o problema da oposição de identidade dos homens e das culturas é aniquilado. Durante o século XIX e no século XX, operou-se uma dissociação muito clara entre razão e emoção, que criou um mundo onde em nome da razão se manifestam as paixões.

O triunfo da razão é um elemento indispensável tanto para o estabelecimento do mercado, quanto para a construção democrática. Com efeito, a partir do momento em que o indivíduo é reconhecido como um sujeito de direitos entra, ao mesmo tempo, em competição com os outros, que podem fazer prevalecer sua eficácia econômica sobre o mercado de bens e de serviços ou de sua vontade política sobre o mercado dos votos.

A racionalidade do mercado e do capitalismo sobre os valores democráticos reina absolutamente, exigindo do homem que se adapte as novas circunstancias, e que na tenham nada alem do êxito econômico e pessoal como palavra de ordem. A conclusão é obvia: aqueles que podem se adaptar a uma sociedade guiada por estes valores estão seguros de serem reconhecidos como sujeitos e participarem como cidadãos no funcionamento da sociedade. Os outros, deverão se contentar com formas de trabalho subalternas, ou então acabarão por pertencer à categoria dos desqualificados sociais.

As empresas por terem como principal objetivo o alcance de resultados contábeis, introduziu a medida como o único elemento de diferenciação dos seres. Só importam as condutas comparáveis. O dinheiro, seu valor, torna-se o principal ator dentro da empresa e aos poucos no conjunto das organizações. Suas conseqüências são contraditórias, segundo o autor do texto:

  • Contribui para a superioridade da técnica sobre o humano e tentou fazer de cada ser um manipulador perverso que não se interessa pelo outro, a não ser que favoreça a satisfação de seus desejos.
  • Busca mobilizar os afetos para poder aparecer como um pólo idealizado que tenta satisfazer o narcisismo de cada um convidando-o a participar da tarefa grandiosa que representa o seu desenvolvimento ininterrupto.
  • No jogo todo mundo é um dia perdedor ou ganhador, e só a empresa permanece segura de sua continuidade. É necessário