Água: Purificação Química e Uso Racional
A água é um líquido vital e indispensável para a vida humana, animal e vegetal. É um bem precioso encontrado em abundância no planeta. Cerca de 70% da superfície terrestre é coberta por água, sendo 95% destes de água salgada, que está distribuída nos mares e oceanos; e 5% de água doce, dos quais 98% está retido nas calotas polares e 2% está distribuída nos rios, lagos e açudes.
A água dos rios é utilizada para o consumo humano e animal, e na irrigação de plantas. Mas isso só é possível após passar por um tratamento adequado para tornar-se potável, pois geralmente, o rio é poluído por lançamento de esgotos domésticos e despejos industriais.
As etapas do processo de tratamento de água desde a captação são: gradeamento, que retém materiais poluidores de maiores dimensões; desarenador, no qual diminui a velocidade da água, permitindo a decantação da areia trazida do rio; bombas de sucção que servem para sugar a água e levá-la através de adutoras à estação de tratamento. Estas etapas são todas físicas, não envolvem nenhum tratamento químico.
No tratamento propriamente dito, a primeira fase é a adsorção, na qual a água passa por carvão ativado para adsorver produtos que causam mau cheiro e gosto ruim. Em seguida, a água recebe cal (CaCo3), que por ser básico, diminui a acidez, evitando corrosão do encanamento. Também é adicionado cloreto férrico (íon FeCl3) na água, que é levada à floculação (agitação da água), formando flocos pesados com as matérias orgânicas em suspensão. Estes três são processos químicos.
O próximo passo é a decantação, na qual a água fica em repouso para que os flocos - mais densos - se depositem no fundo do reservatório. Ainda é adicionado cloro (Cl) e amônia (NH3), um processo biológico, que tem por objetivo desativar e matar microorganismos, que são nocivos à saúde. Depois é feita uma filtração com areia. Logo após, mais uma cloração, para garantir a qualidade da água. Por último a fluoretação, que serve para prevenção de cáries da população, e finalmente é distribuída.
Como temos visto, o tratamento de água fica muito caro, por ter de passar por vários processos. Além do custo, temos o problema da falta de chuva. O mundo está passando por uma estiagem severa. Nossos rios e represas estão com os níveis abaixo do normal. Portanto, a água não é inesgotável. Para isto, os cientistas encontraram duas alternativas: uma foi o descongelamento das calotas de água doce dos polos, e outra, a dessalinização (tirar o sal da água) dos mares.
Na proximidade dos mares, a água apresenta-se salobra, isto é, levemente salgada, mas, que pode ser nociva à saúde com uso contínuo. Para potabilizar estas águas, não se aplica o processo anteriormente descrito. Os processos aplicados são eletrodiálise e osmose reversa entre outros.
A eletrodiálise é a combinação de eletrólise (uso de um recipiente com pólos alimentados por energia elétrica, sendo um negativo e outro positivo. Os íons de sódio vão para o pólo negativo e os íons de cloro para o positivo) e osmose (utilização de membranas catiônicas - que retém o cloro e aniônicas, que retém o sódio). Os pólos negativos de um compartimento atraem o sódio, que ao passar pela membranas semi-permeáveis aniônicas são retidos, acontecendo o contrário com o cloro. Os pólos positivos em outro compartimento atraem o cloro, que é retido pela membrana catiônica.
Osmose reversa constitui-se em submeter uma solução com grande concentração de sais e/ou contaminada à uma elevada pressão externa, por meio de uma bomba especial, contra uma membrana semi-permeável, devidamente projetada para aquela solução. Ao atravessar a membrana, a água é purificada e perde a maior
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