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Drogas

Trabalho por Tiago dos Santos Zanin, estudante de Química @ , Em 22/04/2003

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Drogas

Porto Alegre, 03 de Julho de 2002


Droga é o nome dado a todas substancias químicas, naturais ou sintéticas que podem provocam alterações psíquicas, danos físicos e ou psicológicos aos usuários. O uso contínuo provoca, além desses problemas, dependência química. A utilização contínua e prolongada pode provocar a overdose.

Na maior parte dos casos, as drogas servem como uma fuga da realidade, colocando o usuário em um estado psíquico que lhe parece favorável. A partir disso qualquer coisa se torna motivo para a utilização, e após algum tempo a pessoa está completamente dependente.

Neste trabalho serão expostas varias drogas com características próprias, conseqüências, entre outras informações. Algumas delas são:

  • Maconha
  • Lança Perfume
  • Tabaco
  • Anabolizantes
  • Heroína
  • Ópio, entre outras.

A maconha, de nome cientifico Cannabis Sativa, também conhecida como marijuana, é originaria da Índia e possui fácil identificação: é uma erva seca, picada, de coloração esverdeada. É obtida de folhas e flores secas do cânhamo indiano, e apresenta cerca de 60 substâncias calmantes solúveis na corrente sangüínea, sendo a mais importante delas o delta-9-tetrahidrocanabinol (D-9-THC), conhecido como THC. Foi o israelense Raphael Mechoulan quem identificou, em 1964, essa principal substância ativa da droga. Uma maconha "normal" tem um teor de cerca de 8% de THC. Existem mais de 400 outras substâncias químicas na planta, das quais muitas não se conhece ainda os efeitos.

Consumida na forma de cigarro, é a droga ilegal mais usada no mundo, e a segunda droga mais consumida entre os jovens nas principais cidades do Brasil. Em um levantamento feito entre os estudantes do 1º e 2º graus das 10 maiores cidades do país, em 1997, 7,6% declararam que já haviam experimentado a maconha e 1,7% declararam fazer uso de pelo menos 6 vezes por mês.

Há algum tempo surgiu uma nova variedade de maconha, chamada "skunk" ou "supermaconha", que é produzido em laboratório com variedades de cânhamo cultivados no Egito, Afeganistão e Marrocos, apresentando um teor de THC de até 33%. Seus efeitos são dez vezes mais potentes que os da maconha comum. No Brasil, o consumo do skunk está crescendo.


EFEITOS NO ORGANISMO

Os diversos sistemas do corpo (muscular, nervoso, endócrino, imunológico, etc) se comunicam através de moléculas chamadas receptores localizados nas membranas das células. A maconha possui receptores espalhados pelo corpo, que são responsáveis pelos efeitos psicológicos e corporais. A anandamida é a substância natural produzida no organismo que regula a atividade dos receptores onde o D-9-THC também se liga provocando os efeitos artificiais.

O principal efeito relatado é a tranquilização e a redução da capacidade de concentração. Porém já se catalogou cerca de 50 efeitos relacionados ao consumo da maconha. Eles são percebidos em aproximadamente 20 minutos depois de começada a ser fumada, durando por duas a quatro horas aproximadamente. No sistema nervoso os principais locais de ligação estão nos núcleos da base, por isso talvez exista o efeito de prejuízo da memória de fixação. No sistema imunológico o D-9-THC prejudica a produção de células de defesa no baço, linfonodos, medula óssea, timo. No sistema cardiovascular, além da taquicardia a maconha provoca diminuição da pressão arterial Também diminui a capacidade de coagulação do sangue (diminuindo a agregação plaquetária). Outros fatores são: tremor corporal, vertigem, náuseas, vômitos, excitação psíquica, diarréia, alterações sensoriais, lentidão de raciocínio, oscilação involuntária dos olhos, zumbidos, desorientação, medo de morrer, depressão, alucinações, amnésia temporária, pânico, idéias paranóides, relaxamento, fome, secura da boca (xerostomia), olhos avermelhados, esterilidade temporária (ela diminui em até 50-60% a quantidade de testosterona), delírio (a pessoa faz juízo errado do que vê ou ouve) entre outros.

Apesar de todos esse "contras" e graças às pesquisas recentes, a