A Química do Lixo
INTRODUÇÃO
HISTÓRIA
O lixo é gerado há muito tempo, em grande quantidade e sempre. A reutilização e reciclagem são práticas bastante antigas. "Sucateiros" da Antigüidade recolhiam espadas nos campos de batalha para fazer novas armas. As cidades não possuíam serviços públicos de coleta de lixo. Em São Paulo, foi só em 1869 que a Câmara Municipal resolveu contratar carroceiros para recolher o lixo das casas. Isto se deveu ao fato de que a não coleta do lixo nos domicílios provocava a transmissão de doenças. Nas últimas décadas, a geração de lixo vem assumindo proporções que tornam este assunto uma das principais preocupações dos prefeitos.
COMO SE CLASSIFICA O LIXO?
Por sua origem, o lixo pode ser classificado em: domiciliar, comercial, de varrição e feiras livres, serviços de saúde e hospitalares, portos e aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários, industriais, agrícolas e entulhos.
DOMICILIAR
Aquele originado da vida diária das residências, constituído por restos de alimentos (tais como, cascas de frutas, verduras etc.), produtos deteriorados, jornais e revistas, garrafas, embalagens em geral, papel higiênico, fraldas descartáveis e uma grande diversidade de outros itens. Contém, ainda, alguns resíduos que podem ser tóxicos.
COMERCIAL
Aquele originado dos diversos estabelecimentos comerciais e de serviços, tais como, supermercados, estabelecimentos bancários, lojas, bares, restaurantes, etc. O lixo destes estabelecimentos e serviços tem um forte componente de papel, plásticos, embalagens diversas e resíduos de asseio dos funcionários, tais como, papéis toalha, papel higiênico etc.
PÚBLICO
São aqueles originados dos serviços: de limpeza pública urbana, incluindo todos os resíduos de varrição das vias públicas, limpeza de praias, de galerias, de córregos e de terrenos, restos de podas de árvores etc; de limpeza de áreas de feiras livres, constituídos por restos vegetais diversos, embalagens etc.
SERVIÇOS DE SAÚDE HOSPITALAR
Constituem os resíduos sépticos, ou seja, que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos. São produzidos em serviços de saúde, tais como: hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, clínicas veterinárias, postos de saúde etc. São agulhas, seringas, gazes, bandagens, algodões, órgãos e tecidos removidos, meios de culturas e animais usados em testes, sangue coagulado, luvas descartáveis, remédios com prazos de validade vencidos, instrumentos de resina sintética, filmes fotográficos de raios X etc. Resíduos assépticos destes locais, constituídos por papéis, resto da preparação de alimentos, resíduos de limpezas gerais (pós, cinzas etc.), e outros materiais que não entram em contato direto com pacientes ou com os resíduos sépticos anteriormente descritos, são considerados como domiciliares.
LIXO MUNIOCIPAL
Portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários constituem os resíduos sépticos, aqueles que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos, trazidos aos portos, terminais rodoviários e aeroportos. Basicamente, originam-se de material de higiene asseio pessoal e restos de alimentação que podem veicular doenças provenientes de outras cidades, estados e países. Também neste caso, os resíduos assépticos destes locais são considerados como domiciliares.
INDUSTRIAL
Aquele originado nas atividades dos diversos ramos da indústria, tais como, metalúrgica, química, petroquímica, papeleira, alimentícia, etc. O lixo industrial é bastante variado, podendo ser representado por cinzas, lodos, resíduos alcalinos ou ácidos. Plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros, cerâmicas, etc. Nesta categoria inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico.
AGRÍCOLA
Resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração, restos de colheita, etc. Em várias regiões do mundo, estes resíduos já constituem uma preocupação crescente, destacando-se as enormes quantidades de esterco animal
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