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Vitamina B12 - Cobalamina

Trabalho por Rodrigo Noronha de Mello, estudante de Química @ , Em 28/09/2005

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Cobalamina - Vitamina B12

Canoas, 23 de junho de 2005


A cobalamina, que é a forma natural da vitamina B12, é uma vitamina hidrossolúvel e fotossensível. Existe uma variação laboratorial da cobalamina, a Cianocobalamina, que é produzida por um processo industrial de fermentação.

O termo "ciano" vem do procedimento isolado de absorção da vitamina em carvão ativado. É a forma mais extensamente usada devido a sua disponibilidade e a sua estabilidade perante a luz. O sol destrói a cobalamina natural.


Estrutura

A cobalamina contém um sistema de anel que difere das porfirinas, pois dois do anéis pirrol estão ligados diretamente, e não através de uma ligação meteno. O cobalto é mantido no centro do anel por quatro ligações de coordenação dos nitrogênios dos grupos pirrol. As ligações de coordenação restantes do cobalto são com o nitrogênio do 5,6-dimetilbenzimidazol e com o cianeto nas preparações comerciais da vitamina na forma cianocobalamina. As formas de coenzima da cobalamina são a 5’-deoxiadenesilcobalamina, no qual o cianeto é substituído pela 5’deoxiadenosina (formando uma ligação incomum carbono-cobalto), e a metilcobalamina, na qual o cianeto é substituído por um grupo metila.


Histórico

A vitamina B12, na sua história como nas suas funções, está intimamente ligada ao ácido fólico e tem no seu currículo dois prêmios Nobel. A história começou em 1824 quando Combe e Addison descreveram casos de anemia megaloblástica. Combe associou essa anemia a fatores digestivos, mas, somente em 1860, Austin Flint descreveu uma severa atrofia gástrica e falou da possibilidade duma eventual relação com a anemia anteriormente citada. Em 1872, Biermer deu-lhe o nome de anemia perniciosa. Em 1925, Whipple observou que o fígado contém um potente fator que corrigia as anemias ferroprivas de cães. Minot e Murphy seguindo e continuando nessa linha de observações descreveram a eficácia da alimentação com fígado para reverter a anemia perniciosa e receberam o prêmio máximo da medicina. Pouco tempo depois, Castle observou a existência de um fator secretado pelas células parietais do estômago, denominado de fator intrínseco, que era necessário para corrigir a anemia perniciosa e que agia em conjunto com um fator extrínseco, semelhante a uma vitamina, obtido do fígado. Somente 20 anos depois Rickes, Smith e Parker isolaram e cristalizaram a vitamina B12. Depois Dorothy Hodgkin determinou a estrutura cristalina da Vitamina B12 e por isso também recebeu um Prêmio Nobel.

Nas tentativas de purificar o fator extrínseco Wills descreveu uma forma de anemia perniciosa na Índia, que respondia ao fator extraído do fígado, mas que não respondia às frações purificadas que se sabia serem eficazes no tratamento da anemia perniciosa. Era conhecido com o fator de Wills, depois denominado de Vitamina M e hoje conhecido como ácido fólico, que foi isolado, em 1941, por Mitchell.

Trabalhos recentes mostraram que nem a Vitamina B12, nem o ácido fólico purificados obtidos de alimentos são a enzima ativa para os humanos. Durante a sua obtenção formas lábeis e ativas são convertidas em congêneres estáveis da vitamina B12 e ácido fólico, a cianocobalamina e o ácido pteroilglutâmico respectivamente. Esses congêneres devem ser convertidos in vivo para serem eficazes para o metabolismo.

  • Sinônimos: cobalaminas, hidroxicobalamina, cianocobalamina
  • Doses diárias recomendadas: 6 ug/dia. Os níveis de vitamina B12 no sangue podem ser medidos e assim fazer um diagnóstico de carência ou não.
  • Principais funções: essencial para o crescimento de replicação celular. Importante na formação das hemácias (os glóbulos vermelhos do sangue).
  • Principais fontes: carne e fígado. É também produzida pela flora do intestino grosso, mas lá não é absorvida. A absorção se dá no intestino delgado depois dela ter sido ativada no estômago aonde chega