A INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
AGRADECIMENTOS
O autor agradece ao Prof. Dr. Francisco, Coordenador Geral de Pesquisa, pela concessão dos livros de resumos dos Seminários e aos funcionários do Centro de Ciências da Educação, pelos dados sobre a titulação dos professores.
RESUMO
O objetivo deste trabalho é avaliar a iniciação científica no Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal do Piauí, tendo como parâmetro o Seminário de Iniciação Científica da mesma universidade. Essa avaliação tem, entre as suas finalidades, o propósito de incentivar a comunidade do CCE a continuar a produzir pesquisa, mesmo com poucos recursos e estrutura física precária, além de fornecer dados para que professores e alunos, juntos, consigam romper os obstáculos que existem rumo à conquista de novas bolsas das agências de fomento à pesquisa. Os resultados revelam que, a contribuição do Centro como um todo ainda é pouco visível e significativa. O Departamento de Fundamentos da Educação contribui, em média, com 27% e o Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino participa com 25% do total dos trabalhos apresentados pelo Centro de Ciências da Educação. Verificou-se que o reduzido número de professores com o título de doutor pode ser um dos fatores que explica o pequeno número de trabalhos do Centro nos Seminários, uma vez que essa é a titulação mínima exigida pelas agências de fomento à pesquisa que fornecem bolsas para alunos de iniciação científica. O ponto mais importante a destacar é que o objetivo da Iniciação Científica é despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes de graduação, bem como contribuir para reduzir o tempo médio de titulação de mestres e doutores.
HISTÓRICO
O Programa de Iniciação Científica foi institucionalizado na Universidade Federal do Piauí - UFPI no início de outubro de 1991, através da Resolução nº 041/91, com o objetivo de fomentar o envolvimento de estudantes de Graduação em atividades de pesquisa.
Inicialmente a concessão de bolsas foi feita apenas com recursos da própria UFPI que, empenhada em incentivar a pesquisa e a produção científica, assumiu o compromisso de ampliar o Programa de Iniciação Científica, apoiar grupos consolidados e emergentes de pesquisa, e ainda promover a divulgação dos trabalhos científicos.
A partir de 1992, a UFPI passa a contar com o auxílio do Concelho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq, através de acordo firmado entre a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e aquele órgão de fomento à pesquisa, sendo na ocasião implantado o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC.
O SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPI
Para promover a divulgação dos trabalhos científicos, a UFPI cria o Seminário de Iniciação Científica, sendo o primeiro realizado em 1992 e, a partir daí, a cada ano.
No Seminário, os alunos de iniciação científica, acompanhados por seus orientadores, têm a oportunidade de apresentar à comunidade suas contribuições científicas, de modo a interagir com a sociedade e orientar suas pesquisas para a solução de problemas vividos por esta, enfatizando problemas locais e regionais e, sempre que possível, contribuindo para o desenvolvimento nacional.
O Seminário, além de possibilitar o acompanhamento das pesquisas desenvolvidas na UFPI, traz em seu bojo a preparação de recursos humanos para a pós-graduação (sabe-se que a iniciação científica é um diferencial para aqueles que visam pós-graduação, sendo que as grandes universidades incentivam o doutorado direto para os alunos de iniciação científica com desempenho satisfatório) e justifica os investimentos em titulação (uma vez que os orientadores devem ser pesquisadores de maior competência científica e com capacidade de orientação,
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