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Protocolos de Rede

Trabalho por Tarcisio Cabral, estudante de Informática @ , Em 22/04/2003

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PROTOCOLOS

INTRODUÇÃO

Da experiência obtida no projeto de redes, vários princípios, surgiram, possibilitando que novos projetos fossem desenvolvidos de uma forma mais estruturada que os anteriores. Dentre esses princípio se destaca a idéia de estruturar a rede como um conjunto de camadas hierárquicas, cada uma sendo construída utilizando as funções e serviços oferecidos pelas camadas inferiores.

Cada camada deve ser pensada como um programa ou processo, implementado por hardware ou software, que se comunica com o processo correspondente na outra máquina. As regras que governam a conversação de um nível N qualquer são chamadas de protocolo de nível N.

O projeto de protocolos em níveis é a maneira mais eficiente de se estruturar uma rede. Uma vez definida claramente a interface entre os diversos níveis, uma alteração na implementação de um nível pode ser realizada sem causar impacto na estrutura global.

Para permitir o intercâmbio de informações entre computadores de fabricantes distintos tornou-se necessário definir uma arquitetura única, e para garantir que nenhum fabricante levasse vantagem em relação aos outros a arquitetura teria que ser aberta e pública. Foi com esse objetivo que a International Organization for Standardization (ISO) definiu o modelo denominado Reference Model for Open Systems (OSI) [ISO 84, ISO 92], que propõe uma estrutura com sete níveis como referência para a arquitetura dos protocolos de redes de computadores.

Embora o modelo OSI da ISO possa ser usado tanto em redes de longa distância quanto em redes locais, ele foi, em principio, pensado para o uso em redes de longa distância.

As organizações internacionais de padronização podem ser classificadas pelo seu enfoque técnico e por sua estrutura geográfica e política. As organizações internacionais importantes para o tópico de redes de computadores são: a ISO(International Organization for Standardization), a IEC(International Electrotechnical Commission), e o ITU-T (International Telecommunications Union) que corresponde ao antigo CCITT (Comité Consultatif Intarnational Télégraphique et Téléphonique), o qual mantém uma relação estreita com o CCIR (Comité Consultatif International des Radiocommunications). A ISO lida também com padrões que não são abordados pelos outros órgãos, por exemplo, padrões de mecânica, química etc. Por existir uma certa superposição entre a ISO e a IEC, com respeito a atividades em tecnologia da informação, foi formado o JTC 1 (Joint Technical Committee 1), que é o responsável final pela padronização de LANs e MANs. Entre outras responsabilidades, o ITU-T é o responsável final pelas recomendações (ITU-T utiliza a palavra recomendação ao invés de padrão) sobre as RDSI (Redes Digitais de Serviços Integrados).

Vários padrões são definidos em trabalho conjunto dos vários órgãos nacionais e internacionais. Importante na definição de padrões para redes locais de computadores é o IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engeneers), que submete suas propostas através da ANSI.

A ANSI é um dos órgãos mais importantes no estudo de redes. O instituto é estruturado em campos técnicos independentes, denominados ASCs (Accredited Standards Commitees).

O objeto de estudo do ASC denominado T1 é telecomunicações. É neste comitê que se concentram os grupos que tratam das RDSI em banda larga (B-ISDN), ATM e SONET. A rede FDDI (Fiber Distributed Data Interface) é objeto de padronização do grupo de trabalho X3t9.5 .

Através do protocolo as fases de estabelecimento, controle, tráfego e encerramento, componentes da troca de informações são sistematizadas. O protocolo desmpenha as seguintes funções :

  • Endereçamento: especificação clara do ponto de destino da mensagem;
  • Numeração e seqüencia: individualização de cada mensagem, através de número seqüencial;
  • Estabelecimento da conexão: estabelecimento de um canal lógico fechado entre fonte e destino .
  • Confirmação de recebimento : confirmação do destinatário, com ou sem erro, após cada segmento de