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A Teoria do Conhecimento e a Teoria das Evidências

Trabalho por Julio Vitor Soarez Muniz, estudante de Informática @ , Em 20/10/2006

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A Teoria do Conhecimento - A Teoria das Evidências


Uma visão da invasão norte-americana ao Iraque sob um ponto de vista epistemológico, procurando mostrar evidências que comprovem ou não a existência de armas químico-nucleares no Iraque, e tentando mostrar o real interesse norte-americano na invasão ao Iraque; ressaltando o poder das palavras empregadas neste contexto; e o poder de interpretação e assimilação da sociedade medieval até a sociedade contemporânea.

Palavras chaves: Evidências – Verdades - Correntes Filosóficas – Epistemologia – Palpite – Iraque - Guerra


Quando os Estados Unidos atacaram o Iraque, com a justificativa de que estavam desarmando os inimigos, que tinham armas químico-nucleares, mesmo sem "evidências"; surge a questão: "Qual o real motivo deste ataque?".

Este fato nos leva a refletir sobre a Teoria do conhecimento, e nos leva a usá-la para provar a veracidade das informações fornecidas pelos gigantes da economia: os norte-americanos.

A teoria do conhecimento aborda especificamente, as questões referentes ao sujeito e o objeto do conhecimento, e questiona também as reais condições para se afirmar uma verdade.

O levantamento de evidencias é o ponto de partida para se provar uma afirmação. Desde a era dos Pré-Socráticos existe a busca pela razão, argumentação e raciocínio. Várias correntes tentavam provar suas idéias utilizando os mais variados métodos tentando unir e separar a razão da religião. A escola Patricista de Santo Agostinho dizia que "Deus ilumina a razão". Para acabar com o misticismo da era medieval São Tomás de Aquino dizia que "Idéias só existem formalmente no espírito, porém tem fundamento nas coisas reais". Os Céticos diziam que mesmo sendo impossível a certeza, deveria continuar buscando-a. No Racionalismo de Descartes existia a busca da razão para a recuperação da certeza científica, como exemplo a matemática; enquanto o Empirismo de Bacon enfatizava o papel da experiência para o desenvolvimento do conhecimento - o saber serve como instrumento de dominação da natureza. O Positivismo de Comte exaltava o saber científico como fonte única de conhecimento válido, obtido por métodos das ciências da natureza. O Materialismo Marxista é diz: "O espírito que deriva do mundo material - A consciência é reflexo da matéria, em constante movimento e processo de criação; o mundo é cognoscível". A teoria materialista é dividida em mecanicista - determinismo, reduzindo o homem a animal[2] - e dialética - a consciência determina e é determinada pelo real; a ação do homem sobre o mundo o liberta.

Todas essas correntes tinham como objetivo buscar evidências, e buscar maneiras de provar estas verdades. A tentativa de separação entre o objeto e sujeito para tornar a mensagem objetiva, tem-se que ressaltar que a partir do momento que o sujeito toma consciência, a idéia se torna subjetiva, então cada um tem sua maneira de ver a verdade; a interpretação de uma idéia acaba por torná-la subjetiva. Então apesar dos esforços para tornar uma mensagem objetiva quando a pessoa agrega seu ponto de vista a mensagem ela deixa de ser objetiva. O conhecimento então pode passar a ser uma forma de manipulação, dependendo das características do sujeito, pode-se variar o grau de manipulação.

Hoje os princípios que tangem a sociedade moderna que regem as verdades. A verdade é tudo que acreditamos, desde que não nos condenem a exclusão social. A igreja romana exercia um grande poder na época da inquisição, quando Colombo afirmou que a terra era redonda, foi acusado de heresia pela igreja, sendo obrigado a retroceder em sua afirmação. As verdades ditadas pela igreja, eram inquestionáveis; ainda hoje a religião exerce um grande poder sobre a civilização moderna, ao contrário do que pensavam alguns filósofos. Mas existem outros tipos de manipulação da verdade; ou uso da verdade como