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A Programação Orientada a Objetos

Trabalho por Eduardo G. Maroja, estudante de Informática @ , Em 22/04/2003

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A Programação Orientada a Objetos


D
esde que o homem passou a usar máquinas de computação, surgiu a necessidade de repassar as instruções e os dados para a obtenção da solução esperada. Simultaneamente, de acordo com a evolução tecnológica, aumentou também o grau de dificuldade dos problemas propostos. Veremos neste trabalho um pouco do histórico da evolução das metodologias de desenvolvimento de sistemas e alguns dos conceitos básicos de uma técnica que vem sendo amplamente utilizada: a orientação a objetos.


1. Técnicas Estruturadas

Durante muitos anos os computadores foram utilizados somente por grandes empresas. Até que no princípio da década de 70 houve uma queda no preço dos equipamentos de informática e algumas empresas de médio e pequeno porte puderam se aventurar em transferir para os sistemas informatizados algumas funções de caráter operacional.

Todo o conhecimento que se tinha até então de técnicas de desenvolvimento de software não era suficiente para contornar os problemas de desenvolvimento de sistemas, principalmente se produzidos em grande escala, como passou a se exigir com a demanda de um público consumidor de programas.

E desta necessidade surgiu uma técnica que até hoje é bastante utilizada e difundida chamada de programação estruturada, seguida pelo conceito de desenvolvimento estruturado de sistemas. Como uma alternativa para sanar as dificuldades de um desenvolvimento em grande escala, a metodologia estruturada pregava alguns princípios:

Abstração: a solução de um problema pode ser encontrada mais facilmente se o mesmo for analisado de forma a separar os demais aspectos que possam atrapalhar numa etapa (relevar os detalhes não necessariamente importantes);

Formalidade: deve ser seguido um caminho rigoroso e metódico para solucionar um problema;

Dividir para conquistar: dividir o problema em partes menores, independentes e com possibilidade de serem mais simples de entender e solucionar;

Hierarquização: os componentes da solução devem ficar dispostos em uma estrutura hierárquica. O sistema deve ser entendido e construído nível a nível, onde cada novo nível acrescenta mais detalhes.

Com estes princípios que facilitavam a vida dos desenvolvedores, estas técnicas tiveram grande sucesso e ainda hoje são amplamente utilizadas.


2. Um novo ambiente

A revolução ocorrida na década de 70 voltou a ocorrer no final da década de 90, onde os preços dos equipamentos voltaram a cair. Um bom número de empresas, de diversos portes, está com parte de seus sistemas com um considerável nível de informatização, foi amplamente divulgado o uso da Internet como meio de comunicação e busca maciça de informação e finalmente o computador passou a ser um eletrodoméstico dos indivíduos de classe média e uma ferramenta de trabalho diário para uma grande quantidade de pessoas.

Surge então a necessidade de se produzir softwares mais atraentes, dinâmicos e com alto poder de troca de informações. Tais aplicações se caracterizam por:

  • Grande interação com o usuário;
  • Uso de interfaces gráficas (GUI-Graphics User Interface) como o Windows;
  • Necessidade permanente de alteração e expansão, dada a velocidade de mudanças na tecnologia do hardware;
  • Interação com outros sistemas, possibilitando a troca de dados entre estes;
  • Portabilidade para diversas plataformas e sistemas operacionais;

As técnicas oferecidas pela metodologia estruturada não eram suficientes para atender com satisfação desejada a elaboração deste tipo de aplicação. Era necessário partir para outro tipo de metodologia, que permitisse o desenvolvimento de sistemas com estas novas características. A técnica que começou a ser adotada por parte dos profissionais da área de desenvolvimento de sistemas foi a da metodologia orientada a objetos.


3. Orientação a Objetos

Apesar de não ser um conceito totalmente novo no meio acadêmico, somente nos últimos