A INTERNET E A EMPRESA MODERNA
Campos dos goytacazes-RJ
2005
Resumo
O avanço da tecnologia nas empresas foi uma resposta à competitividade e volatilidade do mercado. Ela nasce de uma oportunidade ou necessidade imposta pelo mercado, estabelecendo a cooperação e utilizam o suporte da Tecnologia da Informação..
Este trabalho visa reunir conceitos sobre "A internet e a Empresa Moderna"
Palavras-chave: organização ; empresa ; tecnologia
INTRODUÇÃO
As organizações atuais são permeadas por um fenômeno diferente de tudo que se havia experimentado em termos de recursos humanos. As inversões de parte de seus resultados em capital constante, quer dizer, os seus investimentos em tecnologia avançada, principalmente a automatização e a informatização de seus processos de trabalho, revolucionaram e continuam revolucionando a percepção da necessidade e do valor dos seus recursos humanos. Não queremos aqui trabalhar com o fenômeno do desemprego e das taxas de diminuição dos salários dos trabalhadores, conseqüências inexoráveis do desenvolvimento das forças produtivas, nem do tratamento que o modo de produção capitalista está dando para o problema.
(1) Aqui nos interessa falar daqueles recursos humanos que ainda persistem dentro das empresas, e os impactos que esse mesmo avanço das forças produtivas provoca na força de trabalho ativa.Como sabemos, a aplicação de tecnologia no trabalho humano revoluciona, mais ou menos drasticamente, a forma de trabalhar e produzir. Por outro lado, para o ser humano o trabalho não é apenas uma atividade de subsistência per si, isto é, com um fim em si mesmo. O trabalho humano é parte da própria ontologia do homem, quer dizer, ao produzir os bens necessários para sua sobrevivência, numa época determinada pelo avanço de suas ferramentas de trabalho, ele mesmo se cria e recria como homem.
O trabalho, assim colocado, apresenta dois aspectos indissociáveis para a existência humana: atividade econômica - na superação de suas necessidades materiais para viver; e atividade filosófica - na construção do entendimento do sentido dessa vida. O que nem sempre é percebido, é que a racionalização da vida, isto é, a explicação que o homem dá para a sua própria existência - a atividade filosófica, está determinada em princípio pela atividade econômica, isto é, pela forma como a vida material, como a produção dos bens necessários à sobrevivência da espécie, são concretamente produzidos. Como a atividade econômica é regida pelo avanço das forças produtivas, quer dizer, como as ferramentas de trabalho evoluem na produção dos bens necessários à vida, então existe uma história para a atividade econômica e, consequentemente, para a filosofia.
" Os homens são os produtores de suas concepções, idéias etc. - homens reais, ativos, conforme são condicionados por um desenvolvimento definido de suas forças produtivas e das relações a estas correspondentes, até suas formas mais adiantadas. A consciência nunca pode ser senão a existência consciente, e a existência dos homens é seu processo vital concreto. Moral, religião, metafísica, todo o restante da ideologia e suas formas correspondentes de consciência, pois, não mais conservam o aspecto de sua independência. Elas não têm história nem evolução; mas os homens, desenvolvendo sua produção material e seu intercâmbio material, alteram, a par disso, sua existência real, seu pensamento e os produtos deste."
(2)Por outro lado, quando falamos de uma atividade econômica constituída historicamente pelo avanço das forças produtivas, não falamos apenas das ferramentas de trabalho, mas da tecnologia que envolve o trabalho produtivo humano, quer dizer, nos referimos às formas e ferramentas de trabalho. Ferramentas de trabalho novas são colocadas na atividade econômica através de formas - procedimentos e relacionamentos produtivos humanos - muito diferentes das até então existentes. Atualmente as ferramentas de trabalho são de tal monta diferentes, qualitativamente falando, que provocam uma fantástica revolução nas formas de trabalho, isto é, nos procedimentos
Ferramenta