A INTERFACE ARTE E TECNOLOGIA PÓS-MODERNA LIMITE E INFINITUDE DO CONCRETO-VITUAL
Pela Internet
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut acessar
O chefe da Macmilícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus pra atacar programas no Japão
Eu quero entrar na rede para contactar
Os lares da Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um vídeopôquer para se jogar
Gilberto Gil.
RESUMO
A INTERFACE ARTE E TECNOLOGIA PÓS-MODERNA LIMITE E INFINITUDE DO CONCRETO-VIRTUAL
Este trabalho traz uma análise panorâmica da interface arte e tecnologia pós-moderna limite e infinitude do concreto-virtual, com diferentes abordagens contemporâneas. A análise baseia-se, na influência das novas tecnologias de informação e comunicação, sobretudo no ramo da literatura computacional. São levantadas algumas hipóteses na questão da desterritorialização do texto, virtualização da escrita e a produção de simulacros, com reflexões e julgamentos que ora defendem, ora recriminam a massificação das informações, sob o ponto de vista da identidade cultural.
I. Introdução à INTERFACE ARTE E TECNOLOGIA PÓS-MODERNa Limite e infinitude do concreto-virtual.
O presente trabalho delineia, principalmente, um panorama da interface literatura-computador analisando as funções das novas tecnologias de informação e comunicação deste fim de século, cujo período aponta para o fim das ilusões fim de Deus, da História, e, agora, da arte encerrando o virtual e o simulacro na cultura, dando ênfase ao receio de que tudo isso não passe de uma contaminação que põe a perder aquilo que seria a aura da literatura, inferida no entusiasmo cego que vê toda tecnificação do literário um progresso inevitável a que devemos curvar. Neste contexto, a questão que se coloca é como as novas tecnologias influenciam as práticas artísticas e como, por sua vez, estas se apropriam das primeiras como suportes para a estruturação de novas linguagens e de novas buscas estéticas.
O objetivo principal e de um modo particular, é demonstrar como esse vínculo com a tradição oral pode aparecer dentro de um paradigma tecnológico totalmente diverso das culturas não-escritas, ou seja, como a novidade, ao mesmo tempo, se opõe e se associa ao antigo. Não se almeja, portanto, abranger todos os aspectos relevantes da interface literatura-computador, de uma certa maneira, o que se pretende é associar a noção do invisível ao visível, chegando a conclusão de que o mundo contemporâneo oferece uma gama de possibilidades para a realização de trabalhos de arte que acumulam a experiência do passado, a veloz vivência do presente e a imaginada realidade do futuro.
Neste sentido, o uso de novas tecnologias em trabalhos artísticos não pode ser desprezado ou ignorado. Ao se fazer arte
Ferramenta