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A Interface Arte e Tecnologia Pós-Moderna ? Limite e Infinitude do Concreto Virtual

Trabalho por Debora Alessandra de Figueiredo Oliveira, estudante de Informática @ , Em 22/04/2003

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A INTERFACE ARTE E TECNOLOGIA PÓS-MODERNA – LIMITE E INFINITUDE DO CONCRETO-VITUAL


Pela Internet

Criar meu web site

Fazer minha home-page

Com quantos gigabytes

Se faz uma jangada

Um barco que veleje

Que veleje nesse infomar

Que aproveite a vazante da infomaré

Que leve um oriki do meu velho orixá

Ao porto de um disquete de um micro em Taipé

Um barco que veleje nesse infomar

Que aproveite a vazante da infomaré

Que leve meu e-mail até Calcutá

Depois de um hot-link

Num site de Helsinque

Para abastecer

Eu quero entrar na rede

Promover um debate

Juntar via Internet

Um grupo de tietes de Connecticut

De Connecticut acessar

O chefe da Macmilícia de Milão

Um hacker mafioso acaba de soltar

Um vírus pra atacar programas no Japão

Eu quero entrar na rede para contactar

Os lares da Nepal, os bares do Gabão

Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular

Que lá na praça Onze tem um vídeopôquer para se jogar

Gilberto Gil.


RESUMO

A INTERFACE ARTE E TECNOLOGIA PÓS-MODERNA –LIMITE E INFINITUDE DO CONCRETO-VIRTUAL

Este trabalho traz uma análise panorâmica da interface arte e tecnologia pós-moderna – limite e infinitude do concreto-virtual, com diferentes abordagens contemporâneas. A análise baseia-se, na influência das novas tecnologias de informação e comunicação, sobretudo no ramo da literatura computacional. São levantadas algumas hipóteses na questão da desterritorialização do texto, virtualização da escrita e a produção de simulacros, com reflexões e julgamentos que ora defendem, ora recriminam a massificação das informações, sob o ponto de vista da identidade cultural.


I. Introdução à INTERFACE ARTE E TECNOLOGIA PÓS-MODERNa – Limite e infinitude do concreto-virtual.

O presente trabalho delineia, principalmente, um panorama da interface literatura-computador analisando as funções das novas tecnologias de informação e comunicação deste fim de século, cujo período aponta para o fim das ilusões – fim de Deus, da História, e, agora, da arte – encerrando o virtual e o simulacro na cultura, dando ênfase ao receio de que tudo isso não passe de uma contaminação que põe a perder aquilo que seria a aura da literatura, inferida no entusiasmo cego que vê toda tecnificação do literário um progresso inevitável a que devemos curvar. Neste contexto, a questão que se coloca é como as novas tecnologias influenciam as práticas artísticas e como, por sua vez, estas se apropriam das primeiras como suportes para a estruturação de novas linguagens e de novas buscas estéticas.

O objetivo principal e de um modo particular, é demonstrar como esse vínculo com a tradição oral pode aparecer dentro de um paradigma tecnológico totalmente diverso das culturas não-escritas, ou seja, como a novidade, ao mesmo tempo, se opõe e se associa ao antigo. Não se almeja, portanto, abranger todos os aspectos relevantes da interface literatura-computador, de uma certa maneira, o que se pretende é associar a noção do invisível ao visível, chegando a conclusão de que o mundo contemporâneo oferece uma gama de possibilidades para a realização de trabalhos de arte que acumulam a experiência do passado, a veloz vivência do presente e a imaginada realidade do futuro.

Neste sentido, o uso de novas tecnologias em trabalhos artísticos não pode ser desprezado ou ignorado. Ao se fazer arte