A ESTATÍSTICA NO COTIDIANO ESCOLAR
CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
2009
RESUMO
A Estatística no cotidiano escolar é uma ferramenta indispensável para traçar de forma objetiva os rumos que serão tomados dentro da Instituição, tanto no âmbito curricular, como na gestão escolar. Este trabalho tem a intenção de exemplificar algumas das aplicações da Estatística na escola e a sua importância, fazendo uma alusão a sua história e às suas aplicações.
Palavras-chave: Escola; Estatística; Informação.
1 INTRODUÇÃO
O universo escolar é constituído de vários campos que permitem o seu funcionamento. Ensinar é o propósito final da Instituição, porém para que esta funcione a contento, se faz necessário que todos os seus departamentos “falem a mesma língua”, e os seus objetivos sejam bem demarcados.
A história da estatística deixa claro que sua função é estatística, ou seja, levantamento de dados em determinada população, no qual se tem um objetivo para adquirir um resultado. Este resultado pode ser: Valor absoluto; valor relativo; amostra; estimador; população; variável contínua; coleta direta e indireta.
As informações estatísticas são concisas, específicas e eficazes, fornecendo assim subsídios imprescindíveis para as tomadas racionais de decisão. Neste sentido, a Estatística fornece ferramentas importantes para que as Instituições possam definir melhor suas metas, avaliar sua performance, identificar seus pontos fracos e atuar na melhoria contínua de seus processos, assim sendo os investimentos terão o menor risco possível.
2 UMA BREVE HISTÓRIA DA ESTATÍSTICA
A palavra Estatística, derivada do termo latino “status” (estado), parece ter sido introduzida na Alemanha, em 1748, por Achenwall. A Estatística é encarada, atualmente, como uma ciência capaz de obter, sintetizar, prever e tirar inferências sobre dados. Porém no século XVII em Inglaterra a Estatística era a “Aritmética do Estado” (Political Arithmetic), consistindo basicamente na análise dos registros de nascimentos e óbitos, originando, mais tarde, as primeiras tábuas de mortalidade.
Ao longo da Idade Média e até ao século XVIII a Estatística foi puramente descritiva, coexistindo duas escolas: a escola descritiva alemã, cujo representante mais conhecido é o economista Gottfried Achenwall (1719-1772), professor na Universidade de Gottingen, considerado pelos alemães como o pai da Estatística, e a escola dos matemáticos sociais que procuravam traduzir por leis a regularidade observada de certos fenômenos, de caráter econômico e sociológico.
Embora esta escola procurasse fundamentar a formulação de previsões com base em leis sugeridas pela experiência, a Estatística confundia-se, praticamente, com a demografia, à qual fornecia métodos sistemáticos de enumeração e organização. Na verdade, a necessidade sentida, em todas as épocas, de conhecer, numérica e quantitativamente, a realidade política e social tornou a análise demográfica uma preocupação constante.
John Graunt (1620-1674), juntamente com William Petty (1623-1687), e o astrônomo Edmond Halley (1656-1742) são os principais representantes da escola inglesa, que dá um novo impulso à Estatística, fazendo-a ultrapassar um estado puramente descritivo; analisam-se os dados na procura de certas regularidades, permitindo enunciar leis e fazer previsões.
No entanto, a Estatística para adquirir o status de disciplina científica, e não puramente ideográfica ou descritiva, teve que esperar pelo desenvolvimento do cálculo das probabilidades, que lhe viria a fornecer a linguagem conceptual permitindo a formulação de conclusões com base em regras indutivas.
Data do século XVII o início do estudo sistemático dos problemas ligados aos fenômenos aleatórios, começando a ser manifesta a necessidade de instrumentos matemáticos, aptos a analisar este tipo de fenômenos. Pode datar-se dos fins do século XIX o desenvolvimento da Estatística matemática e suas aplicações, com Francis Galton (1822-1911), K. Pearson (1857-1936) e William Sealy Gosset (1876-1936), conhecido sob o pseudónimo de Student.
Pode-se afirmar que a introdução sistemática dos métodos estatísticos na investigação experimental é produto dos trabalhos de K. Pearson e Sir Ronald Aylmer Fisher (1890-1962). A partir de Pearson
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