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Carvão Coque

Trabalho por Rodrigo Fernandes Rodrigues, estudante de Engenharia @ , Em 22/04/2003

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COQUE


Nos últimos 20 anos, pátios e instalações para preparação e beneficiamento de carvões para Coqueificação sofreram substancial avanço tecnológico.

O referido avanço, deu-se em razão de várias alternativas criadas em decorrência da necessidade crescente de se produzir coque com especificação cada vez mais exigente, para atender novos altos-fornos, cujas dimensões e volume cresceram substancialmente nas últimas décadas. Estas instalações, passaram todos estes anos por modificações, visando o preparo de carvões e elaboração de misturas com qualidade cada vez mais assegurada e a custos competitivos.

Assim, acompanhando a crescente evolução da Siderurgia e em particular do aumento de capacidade de coquerias e altos-fornos, novas técnicas de estocagem e preparação de carvão foram desenvolvidas.

O aperfeiçoamento da tecnologia neste campo levou em consideração não somente as necessidades já citadas, como também a otimização de misturas com carvões cuja qualidade individual nem sempre são as mais adequadas para produzir coque.

CARACTERÍSTICAS DO CARVÃO PARA COQUEIFICAÇÃO

A designação de um carvão como coqueificável ou não coqueificável, depende de sua ação quando aquecido em ausência de ar. Se o carvão amolece e eventualmente se solidifica em uma massa mais ou menos sólida, ele é classificado como carvão coqueificável; se ele desagrega com o aquecimento ou forma uma massa fracamente consistente, é classificado como não coqueificável.

Nem todo carvão classificado como coqueificável dá origem a um coque de boa qualidade ou comerciável, quando carbonizado por um método comercial em forno de coque. A produção de um bom coque depende inicialmente de dois fatores : o caráter da substância química que precede a formação da estrutura celular com qualidades próprias e a qualidade do coque resultante. Devido a dificuldade de conseguir um único carvão com todas as desejáveis características, á prática usual é reunir dois ou mais carvões em uma mistura que proporciona adequadamente, produza um coque satisfatório às características requeridas.

Em adição às características e a qualidade do carvão, outros fatores influenciam nas propriedades do coque. Dentre eles citamos, a granulometria da mistura carregada nos fornos, a densidade da carga, a forma e dimensões do forno, a temperatura de coqueificação e a velocidade de aquecimento.

O rendimento e a qualidade dos produtos carboquímicos, são também influenciados pelas características do carvão. Em usinas siderúrgicas integradas que produzem o coque metalúrgico, os produtos carboquímicos são de importância secundária, sendo o coque de resistência alta, o mais importante requisito.

Na seleção de carvões, não são consideradas apenas as características coqueificantes, sua qualidade e os produtos carboquímicos que podem ser obtidos, mas também seus custos e o custo do transporte até a usina.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Primeiramente o essencial na escolha de novos carvões coqueificantes são as análises químicas. Elas são requeridas a intervalos freqüentes em ordem, para se assegurar a continuidade da qualidade, uma vez que os carvões foram escolhidos.

As análises aproximativas de umidade, cinzas, matéria volátil e enxofre dos carvões que compõem a mistura enfocada, permitem a previsão da composição química do coque.


PROPRIEDADES COQUEIFICANTES

LIVRE INCHAÇÃO (FSI):

Quando uma amostra de carvão em pó é aquecida em um cadinho, caracteriza o grau de coqueificação de um carvão, conforme o volume do botão de coque resultante. Este teste de carbonização, mostra se um carvão não é coqueificável, fracamente coqueificável ou fortemente coqueificável. A comparação do botão obtido com uma série de perfis padronizados determina o índice de inchação.

FLUIDEZ:

Quando o carvão coqueificável é aquecido em ausência de ar, uma temperatura é eventualmente atingida, na qual o carvão começa a amolecer.