Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Ação de Rickétsias na Clorose Variegada do Citrus (CVC)

Trabalho por Eugenio Pawlina Jr, estudante de Engenharia @ , Em 01/01/2003

5

Tamanho da fonte: a- A+

RICKÉTSIAS


Características gerais

São seres procariotos não-fastidiosos, ou seja, que não vivem em meio artificial, estes seres possuem células do tipo mais simples, está em contato direto com o citoplasma.

Possuem tanto DNA como RNA.

As rickétsias se multiplicam (reproduzem) por fissão binária, ou seja uma célula mãe dá origem a duas células filhas idênticas.

As rickétsias são bactérias que tem forma de cocos ou bastonetes medindo, cerca de 0,3m e 0,3m x 1,0m respectivamente. São parasitas intracelulares obrigatórios, que podem viver apenas rapidamente fora da célula.

Rickétsias são bactérias Gram -, pois possuem a parede celular mais desenvolvida, apresentado uma parede delgada de lipídios (peptidioglicano e lipopolissacarideo) na parede celular.

A grande diferença entre as rickétsias e as outras bactérias, é a grande permeabilidade de suas membranas citoplasmáticas, o que ainda não pode ser explicado cientificamente, talvez seja por alguma anomalia estrutural. A permeabilidade permite as rickétsias "emprestar" das células do hospedeiro alguns cofatores como ATP, DPN e Co-A em vez de sintetizá-los.

As rickétsias necessitam de algum vetor (insetos, artrópodes, carrapato, etc..) para se disseminarem, ou também em alguns casos, é disseminado pelo vento, mas elas não podem se expor por muito tempo ao meio extracelular, já que elas são parasitas intracelulares obrigatórias.

 

DOENÇAS CAUSADAS PELAS RICKÉTSIAS

Clorose Variegada dos Citros (CVC)

A Clorose Variegada dos Citros (CVC) é causada pela bactéria Xylella fastidiosa que, restrita ao xilema da planta, provoca o entupimento dos vasos. A produção do pomar afetado pela doença cai rapidamente, seus frutos vão ficando duros e amadurecem precocemente. A bactéria é transmitida e disseminada nos pomares por insetos vetores.

Como ainda não há uma forma específica de combate à Xylella, os citricultores devem implantar em seus pomares as estratégias de manejo com a doença.

Sintomas:
Os primeiros sintomas são vistos nas folhas, passam posteriormente para os frutos e acabam afetando toda a planta. Quanto mais nova a planta, maior a chance de ser infectada.

Transmissão:
Onze espécies de cigarrinhas são comprovadamente capazes de transmitir a bactéria Xylella fastidiosa e, portanto, são responsáveis pela disseminação da CVC em todas as regiões citrícolas do país. Ao se alimentarem no xilema de árvores contaminadas, as cigarrinhas adquirem a bactéria e passam a transmiti-la para outras plantas sadias. Entre as medidas mais importantes de manejo da doença está o controle de cigarrinhas no pomar.

Plesiommata corniculata

Estratégias de manejo:
O manejo da CVC exige cuidados e dedicação por parte do citricultor e está baseada em três fatores: utilização de mudas sadias; poda de ramos com sintomas iniciais em plantas com mais de 2 anos e erradicação de plantas abaixo dessa idade, e controle do vetor (cigarrinhas). Além dessas medidas, é importante manter os tratos culturais exigidos pelo pomar. Deve-se ressaltar que nenhuma das medidas de convivência poderá ter eficiência isoladamente.

1. Mudas sadias

Para que o citricultor não corra o risco de levar a bactéria Xylella fastidiosa para a sua propriedade e nem perca a árvore antes que ela comece a produzir, o primeiro passo é adquirir mudas que estejam livres da doença.

Verifique se o viveiro adota todas as medidas de segurança que garantem a produção de mudas sadias. Elas devem se compradas em viveiros certificados, onde são produzidas respeitando uma série de regras sanitárias estabelecidas pela Secretaria da Agricultura.

2. Poda

Essa é uma das mais importantes medidas de convivência com a CVC. A poda e, em alguns casos a erradicação, evita a proliferação da bactéria na planta e elimina as fontes de inóculo, nas quais