Geologia do Paraná
UFPR
2008
Sumário
Geologia do Estado do Paraná
Mapa Geológico
Geologia da Bacia
Sedimentos Cenozóicos
Idades Geológicas
Introdução / Conceito
Este trabalho tem por finalidade tratar sobre a Geologia do Paraná.
Para este trabalho vamos utilizar o meio mais corriqueiro do conhecimento atual, o uso da internet como fonte de pesquisa. Porem cada um dos assuntos especificados vem acompanhados de algumas alterações para melhorar o entendimento e colocação dentro do contesto do trabalho.
Geologia do Estado do Paraná
O registro geológico no Estado do Paraná, ainda que descontínuo, representa um intervalo de idades mais antigas que 2.800 milhões de anos até o presente. O embasamento ou escudo, formado por rochas magmáticas e metamórficas mais antigas que 570 milhões de anos, é recoberto pelas rochas vulcânicas e sedimentares paleozóicas e mesozóicas que constituem a Bacia do Paraná. Esta cobertura foi posteriormente erodida, devido ao soerguimento da crosta continental à leste, expondo o embasamento.
Sedimentos recentes com idades inferiores a 1,8 milhões de anos recobrem parcialmente as rochas da Bacia e do Escudo.
Principais unidades geológicas
Embasamento Cristalino – Escudo
Formado por rochas ígneas e metamórficas com idades variando do Arqueano ao Proterozóico, é localmente recoberto por seqüências vulcano-sedimentares, sedimentares e sedimentos inconsolidados.
As rochas mais antigas, de alto grau metamórfico, afloram na porção sudeste, e as de baixo grau na proção norte-noroeste. No Proterozóico e Cambriano, início do Paleozóico, manifestações magmáticas originaram as rochas granitóides. No Mesozóico ocorreram intrusões de rochas carbonatíticas, alcalinas e básicas.
História evolutiva do Paraná
O Embasamento Cristalino compreende um megacinturão formado no final do Pré-Cambriano, pela colisão de blocos continentais e microcontinentais.
Nas margens dos blocos formaram-se bacias sedimentares, com preenchimento posteriormente metamorfisado, deformado e deslocado em dois ciclos maiores, que representam as faixas metamórficas com características de terrenos alóctones dentro do cinturão. As porções afastadas das margens deformadas ou as coberturas tardicolisionais, apesar de deformadas, permaneceram como coberturas autóctones. Ao final originaram-se bacias de extensão nos blocos ativados e margens orogênicas (ref. bib).
O modelo geotectônico que explica a evolução regional considera uma ruptura continental mais antiga que 1.400 milhões de anos, com formação de riftes continentais, progredindo para bacias marginais adjacentes à litosfera oceânica, atual Grupo Setuva, seguido pela formação de bacias de retroarco relacionadas ao surgimento de arcos vulcânicos.
Há 1.100 milhões de anos, sofreu intensa deformação e metamorfismo da fácies xisto verde a anfibolito, associado a forte convergência, subducção oceânica e colisão tipo arco-continente.
Há cerca de 1.000 milhões de anos teve início a formação do Grupo Açungui com a retomada do regime extensional, forte subsidência, sedimentação terrígena e carbonática e intrusões básicas, em pequenas bacias oceânicas, seguida por espessa sedimentação em bacias de ante-arco.
Um evento glacial global, há 850 milhões de anos, culminou com um ciclo de regressão generalizada. Seguiu-se nova retomada da subsidência com espessa sedimentação carbonática e intrusões básicas, evoluindo para terrígena e terrígeno-psamítica.
Todo o conjunto foi submetido a intensa deformação por cavalgamento e metamorfismo restrito, raramente ultrapassando a zona da clorita, refletindo o fechamento da bacia tipo mediterrâneo e deslocamento do prisma sedimentar sobre o continente.
Como conseqüência, desenvolveram-se bacias flexurais com depósitos marinhos, e os primeiros icnofósseis conhecidos (Vendiano, 600 milhões de anos).
Um novo evento de convergência, com intensa tectônica vertical (550-600 milhões de anos), consolidou a sutura intercontinental, ocorrendo então o mais intenso fenômeno de granitogênese.
Posteriormente ao colapso do cinturão orogenético em regime extensional, nova granitogênese representada pelos granitos pós-orogênicos alcalinos (550-490 milhões de anos), sucedida pela formação de riftes
Ferramenta