PARAFUSOS E ACESSÓRIOS
História
As referências mais antigas aos parafusos são encontradas nos escritos de Arquimedes (278 a 212 a.C.). Entretanto, exemplares das antigas roscas gregas e romanas são tão raros que isto pode ser um indício de que elas pouco eram usadas. Existem muitas do fim da Idade Média e sabe-se que tornos e tarraxas toscos eram usados para abrir neste último período. A maioria das roscas antigas era feita à mão, forjando-se a cabeça do parafuso; a fenda era feita com uma serra e a rosca era modelada com uma lima. Na América, nos tempos coloniais, os parafusos para madeiras tinham a ponta cega, pois a verruma de ponta surgiu apenas em 1846. Os parafusos de ferro eram feitos para cada furo roscado. Não havia intercâmbio de peças e as porcas só serviam no seu próprio parafuso. Na Inglaterra, Sir Joseph Whitworth fez a primeira tentativa de estabelecer um padrão uniforme em 1841. O seu sistema foi adotado na Inglaterra, mas não nos EUA.
Padronização
A primeira tentativa de padronizar as roscas de parafuso nos EUA surgiu em 1846, com a adoção de um relatório preparado por uma comissão indicada pelo Instituto Franklin. O sistema, projetado por William Sellers, passou a ser de uso geral e era conhecido como "Roscas Americanas". Na época, ela preencheu a necessidade existente de uma rosca de uso geral; mas com o advento do automóvel, do avião e outros equipamentos modernos, tornou-se inadequada. Através dos esforços das várias sociedades de engenharia foi autorizada por ato do Congresso em 1918 e estabeleceu os padrões atuais.
ROSCAS
As roscas são usadas para unir ou ajustar peças entre si e para a transmissão de energia e movimento. Para estes diversos fins é usada uma série de diferentes formas de roscas. Na prática, deve-se deixar uma folga entre a rosca interna e a externa.
Tipos de roscas
O perfil triangular, antes usado em escala limitada, raramente é empregado agora, pois é difícil manter bases pontiagudas na produção em massa. Entretanto, é uma forma básica para roscas do tipo em V, mais práticas; além disso, por sua simplicidade ela é usada nos desenhos como uma representação convencional de outras roscas (tipo em V). São empregadas principalmente em parafusos, porcas de fixação e para fazer ajustamentos.
A rosca de ponta cortada a 60º é preferida quando ao invés de roscas múltiplas a forma da rosca Nacional simples é mais profunda.
As formas em V não são aconselháveis para a transmissão de energia, tendo em vista que o esforço de compressão tende a quebrar as porcas. Isto não acontece quando é usada uma rosca quadrada, pois esta transmite todas as forças quase paralelamente ao eixo do parafuso. A rosca quadrada pode ter evidentemente apenas a metade do número de filetes da rosca triangular de passo igual, no mesmo espaço axial; portanto sua resistência ao esforço é somente a metade da que e calcula para a rosca em V.
Na prática, a rosca Acme (trapezoidal) geralmente substitui a quadrada. Ela é mais resistente, mais fácil de ser executada e permite o uso de uma força de desengatar ou partida que não pode ser usada com a rosca quadrada.
A rosca em dente de serra, que serve para transmitir esforço em uma única direção, tem a eficiência da rosca quadrada e a resistência da rosca triangular. Estas roscas foram padronizadas de forma diferente dos outros tipos.
A rosca redonda é adequada para trabalhos grosseiros, quando as roscas devem ser moldadas ou laminadas em metal em chapa. Ela é utilizada em potes de vidro, em forma rasa
Ferramenta