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Acidentes de Trabalho nas Plataformas de Petróleo da Bacia de Campos RJ

Trabalho por Fabio Peres de Lima, estudante de Engenharia @ , Em 08/12/2005

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ACIDENTES DE TRABALHO EM PLATAFORMAS DE PETRÓLEO DA BACIA DE CAMPOS, RJ

CAMPOS DOS GOYTACAZES - RJ

2003

"Dedicamos este trabalho a cada um dos nossos companheiros de turma, nos quais se empenharam e se empenham a cada dia conseguindo vencer os primeiros obstáculos de sua promissoras carreiras profissionais"

"Agradecemos aos nossos pais e mestres pela hombridade dedicada durante vários anos, tendo com meta nos fazer profissionais competentes e capazes de enfrentar o mercado com o menor desassossego possível"


INTRODUÇÃO

Este trabalho é resultado da investigação de acidentes de trabalho nas plataformas de petróleo da Bacia de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, no período de Janeiro de 1995 a Abril de 1998. O objetivo desta investigação foi analisar os acidentes ocorridos durante este período a fim de possibilitar uma melhoraria nas condições de trabalho e reduzir a freqüência e a gravidade dos acidentes.

Na Bacia de Campos há o registro de catástrofes como os acidentes ocorridos na Plataforma de Enchova em 1984 e 1988. O primeiro resultou em 37 óbitos imediatos; o segundo, na destruição total do convés e da torre, totalizando um prejuízo de 500 milhões de dólares (SINDIPETRO-NF, 1997). A memória de acidentes como o da Plataforma de Enchova em 1984, bem como o da Plataforma de Piper Alpha (no Mar do Norte, em 1988), o qual resultou no óbito de 165 dos 228 trabalhadores presentes no dia do acidente (72% do contingente) simbolizam o grande potencial de perigo que existe nas plataformas de petróleo e exigem que instituições públicas de pesquisa, junto com instituições dos poderes executivo, legislativo e judiciário relacionadas à saúde do trabalhador, permanentemente, levem em consideração o que vem ocorrendo tanto na Bacia de Campos como em outros estados onde há exploração marítima de petróleo, não cabendo omissões quando o que se encontra em jogo é a saúde e a vida de milhares de trabalhadores, tanto como o bem estar de suas famílias.

Embora seja comum considerar que o trabalho industrial foi e está sendo bastante estudado, levantamentos de dados indicam que no período de 1980 ao primeiro semestre de 1999, constatou que de 148 artigos referentes ao tema "acidentes", 71 (48%) tratavam de acidentes de trabalho e destes 17 (11,5%) eram específicos sobre acidentes em indústrias. Apenas dois, correspondentes a 2,8% do total de 71 artigos referentes aos acidentes de trabalho, tratavam de acidentes de trabalho em indústrias químicas, petroquímicas e petroleiras. No período abrangido por este levantamento (1980 ao 1o semestre de 1999), não foi encontrado nenhum artigo que tratasse do tema "acidentes de trabalho em plataformas de petróleo", mesmo que tenha sido exatamente nas décadas de 80 e 90 que a exploração marítima do petróleo tenha dado seu maior salto no país, particularmente na Bacia de Campos, atualmente responsável por cerca de 75% da produção nacional, colocando o Brasil no 17o lugar do ranking dos maiores produtores do mundo e com o registro do sétimo acidente mais grave do mundo em relação ao número de óbitos em um único evento. Assim, os objetivos deste trabalho são contribuir para: 1) revelar a gravidade do quadro de acidentes de trabalho resultantes da exploração marítima de petróleo no Brasil; 2) mudar a lógica predominante das investigações de acidentes de trabalho no país, na qual os trabalhadores são simultaneamente vítimas e, na grande maioria dos casos, culpados até que alguém prove o contrário. Acreditamos que análises de acidentes de trabalho que permitam articular e contextualizar os eventos em relação aos seus condicionantes sociais, tecnológicos e organizacionais presentes na gestão do processo de trabalho permita ações de vigilância em saúde do trabalhador (AVST) que efetivamente contribuam para mudar o atual quadro de acidentes não só nas plataformas de petróleo, mas