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A Evolução Urbana Através dos Tempos

Trabalho por Vinícius, estudante de Engenharia @ , Em 30/05/2004

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A Evolução Urbana Através dos Tempos


INTRODUÇÃO.

Este trabalho tem como objetivo principal, a obtenção de uma noção bastante objetiva das transformações e processos de mudanças nas características de desenvolvimento das grandes cidades mundiais, expondo as influências e a grande importância dos eventos históricos em todos os âmbitos, tanto no religioso quanto político e econômico, além do avanço das ciências e tecnologia, que sempre funcionaram como um mecanismo ignitor das revoluções urbanísticas.

Desde os mais remotos tempos, quando homem primata, especialmente no período neolítico, ou seja, já no fim da pré-história, começa a dar indícios de evolução, sobretudo no que tange a parte intelectual, começando a perceber, sentir a necessidade de uma maior organização, em que ele pudesse deixar de ser nômade e fincar raízes em um único e determinado território, onde tivesse a oportunidade de desenvolver atividades essenciais para seu novo estilo de vida, como cultivar o solo mesmo sendo ainda para uma agricultura de subsistência , polir a pedra, fabricar artigos de cerâmica, domesticar animais e uma série de outros itens, que somados começaram a formar as primeiras aldeias rurais ou proto-cidades. Porém ainda não era possível manter-se em um único lugar, visto que não dispunham de técnicas necessárias para um bom aproveitamento do solo, levando-o a muitas vezes a exaustão, que novamente os obrigaria a procurar novos territórios.

Em fins do período neolítico, duas revoluções de ordem cultural culminaram em transformações sociais importantes. Com a chamada revolução agrícola, vê-se uma necessidade menos freqüente de constituir novas aldeias, pois começa-se a descobrir novas práticas bem mais racionais como a irrigação, seleção certa de sementes e ainda uma observação correta das estações do ano em função do que se desejava cultivar. Com isso além da permanência maior em um único local, aparece a oportunidade de comercializar, por meio de troca, o excedente agrícola por outros bens, o que sem dúvida é um fator positivo para a consolidação da futura cidade formada. Na outra revolução, chamada de urbana, podemos observar que o desenvolvimento começa a exigir adaptações ao modo organizacional, devido ao fato de começar a ser inviável manter agricultura e pecuária juntas em um mesmo espaço. Surge então a primeira divisão social do trabalho compreendida entre o pastor e agricultor e uma relação de dependência entre ambos, pois um precisava do que o outro dispunha e assim deram início aos postos de troca, onde processava-se as negociações, só que havia um empecilho bastante significativo que era a possível indisponibilidade tanto de insumos agrícolas quanto de animais quando necessário. Para resolução deste problema foram adotadas algumas soluções bastante interessantes como a troca combinada e as entregas dos produtos, as quais forçaram o aparecimento de uma das bases da sociedade, a escrita, e com ela os escribas, que eram os responsáveis pela representação de palavras e números em signos.

Como esses acontecimentos são verdadeiras reações em cadeia, logo começaram a juntar-se aos postos de troca outros profissionais, como soldados, sacerdotes, artesãos e outros que tinham como objetivo vender sua mão-de-obra. Com o aumento no volume de negócios, era preciso encontrar uma maneira de facilitar e organizar melhor o trabalho, daí o surgimento da moeda como unidade de valor aceita por todos.

Há algumas hipóteses, um pouco contraditórias, sobre a origem das cidades, porque levando-se em consideração que sua localização era no cimo de morros, seria muito difícil, além de inviável, o transporte da colheita, sendo assim é provável que ela tenha sido elevada e fortificada após a dominação dos povos descobridores dos metais( pastores ) que os utilizavam como armas, estas mais poderosas e mortais que as de pedra ainda usadas pelos agricultores o que resultava na formação da chamada classe dominada pela classe dominante, constituída dos povos invasores e os pastores, que