Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


A Problemática da Agro-indústria Açucareira

Trabalho por Juliana Medeiros, estudante de Engenharia @ , Em 28/11/2003

5

Tamanho da fonte: a- A+

A PROBLEMÁTICA DA AGRO-INDÚSTRIA AÇUCAREIRA


INTRODUÇÃO

A questão econômica fundamental da agro-indústria açucareira reside nos seus preços e no nível de remuneração permitida pela economia dirigida do setor para fazer frente aos custos de produção e a satisfação dos produtores. Sendo o preço desses produtos no Brasil estabelecidos pelo governo, o capitulo de remuneração fica restrito a discussão dos critérios adotados para a formação desses preços. O presente trabalho não cuida deste tema, que precede a qualquer estudo de viabilidade e preservação da atividade. Foi considerado, como premissa, que os preços atuais permitem a operacionalidade da atividade na região Norte Fluminense. Desta forma, passou a se constituir principal aspecto da agro-indústria açucareira do Rio de Janeiro o abastecimento pleno de canas requeridos pelas capacidades instaladas de moagens das usinas, durante o período de produção da safra.

A atual problemática do agro-indústria açucareira do Estado do Rio de Janeiro pode se decompor em três vetores: O primeiro representa o complexo industrial instalado e cuida da sua preservação; o outro, representa a comercialização da produção e cuida da sua participação estratégica-comercial permanente no abastecimento do mercado consumidor; e o terceiro, diz respeito à pesquisa, desenvolvimento tecnológico, difusão de tecnologia e extensionismo rural.

É sobre esse terceiro aspecto, pesquisa e tecnologia, que estamos desenvolvendo neste trabalho.


O Ambiente da Agro-Industrial Açucareira e o Processo de Fabricação do Açúcar

Da descoberta do Brasil ate o século XIX, o ambiente da agro-indústria açucareira desenvolveu-se, no segmento agrícola, em torno da casa grande dos fazendeiros que gozaram de grandes prestígios, e dos canaviais que circundavam as fazendas.

No segmento industrial, em torno da casa grande, dos senhores do engenho, figura central da sociedade rural daquela época, e das instalações fabris onde se fabricava o açúcar, o álcool ou aguardente, melado, rapadura, etc. Tais conjuntos recebiam o nome geral de "Engenhos de Açúcar". Mais tarde por volta de 1870, transformados em "Engenhos Centrais" e logo em seguida em "Usinas de Açúcar" que persistem ate hoje.

Nos engenhos produziam os seguintes tipos de açúcar, que poderiam ser, secos ou melados: Purgado, mascado ou de retame e um de pior qualidade, chamado açúcar de rampa, que era embalado ainda morno e melado.

Hoje, o ambiente agrícola deixou de contar com as casas grandes, que são conservadas em algumas fazendas como relíquias, aqui e ali, em estado de deterioração. Raras são conservadas habitáveis. Os proprietários atuais, de modo geral moram em cidades próximas as fazendas, e com as facilidades das vias e dos meios de transporte de hoje, quando não freqüentam diariamente as propriedades vão em períodos de dias curtos. Os canaviais constituem hoje, o ambiente rural, pontilhados por uma serie de equipamentos, maquinas, tratores, etc., substituindo aquele quadro antigo, onde predominavam os rústicos equipamentos de tração animal, a famosa carroça de boi e etc.

Na época dos engenhos, o processo de fabricação de açúcar obedecia as seguintes operações:

As canas trazidas pelos carros de bois ou no lombo de burros eram logo levadas para as pequenas moendas de madeira. O caldo recolhido em grandes tanques era levado para as caldeiras para ser cozido a fogo direto. Em seguida depois de limpo o material seguia para os tachos de cobre onde era engrossado e batido. Levado para casa de purga, o melado era posto em forma de barro, madeira ou ferro, que colocadas sobre tábuas furadas deixavam escorrer o mel que podia ser aproveitado para a fabricação do açúcar de retame ou para a destilação de aguardente em alambiques de cobre. Escorrido o mel das formas, ajuntava-se barro para branquear o açúcar. Os pães de açúcar, deste modo preparado, eram posto