Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Astrolabio

Trabalho por Luiz Augusto Longo, estudante de Astronomia @ , Em 22/04/2003

5

Tamanho da fonte: a- A+

ASTROLÁBIO

Brusque, 16 de agosto de 2001.


PREÂMBULO

No início deste mês, construímos em sala um astrolábio caseiro com a finalidade de medir altitudes.

A partir deste evento, marcamos então uma excursão até o zoobotânico de Brusque. Lá usaríamos nossos astrolábios para medir árvores, jaulas e outros demais objetos que constituem a paisagem com o propósito de compreendermos mais as propriedades trigonométricas e a utilização de um astrolábio.


INTRODUÇÃO

HISTÓRIA DO ASTROLÁBIO

O astrolábio é um antigo instrumento astronômico, hoje em dia obsoleto, que teve muita importância na astronomia, principalmente na astronomia náutica, quando os astros visíveis no céu constituíam o principal referencial dos primeiros grandes navegadores.

O modelo mais antigo, astrolábio planisférico, foi provavelmente inventado pelos gregos ou alexandrinos, em aproximadamente 150 a.C., e mais tarde aperfeiçoado pelos árabes.

Astrolábio de 1572, construído por Gualterus Arsenius. O anel na parte superior permite que o instrumento seja pendurado na vertical. As partes em relevo curvo indicam algumas estrelas com seus nomes escritos em latim.

Foi muito utilizado no séc. XV como instrumento de navegação, principalmente pelos portugueses e espanhóis durante o ciclo das grandes navegações. Era usado para medir a altura do Sol ou de uma estrela durante alguma viagem no meio do oceano, de maneira a se determinar a latitude. Era suficientemente pesado para continuar pendurado na posição vertical apesar do balanço do navio.

Quando os cálculos astronômicos foram se tornando mais exatos e com a invenção do quadrante no séc. XVII, o astrolábio tornou-se obsoleto. 


CÁLCULOS EFETUADOS COM O AUXÍLIO DO ASTROLÁBIO

Ao chegar no zôo, avistei a jaula de um simpático casal de macacos. Então uma dúvida me afligiu naquele momento: "Qual será a altura dessa jaula?" Foi quando decidi usar meu astrolábio pela primeira vez. A uma certa distância da jaula coloquei meu astrolábio rente ao olho e mirei no cume da jaula. O astrolábio marcou vinte graus. Com uma calculadora científica verifiquei facilmente que o tangente de 20º é 0,36. Depois medi a distância entre mim e a jaula e descobri que era equivalente a dois metros e trinta centímetros. Fiz o cálculo da seguinte maneira:

Continuei passeando e admirando a paisagem até encontrar uma capelinha. Nela estavam presentes São Francisco de Assis e Santo Expedito. Já que eu estava ali, decidi medir a capelinha também. Desembainhei meu astrolábio e fui à luta. A cerca de dois metros descobri um ângulo de vinte graus. Como já sabia que a tangente de vinte é 0,36 foi só aplicar a fórmula.



Todos estavam presentes na lanchonete do parque prontos para seguir de volta à escola, e meu trabalho de matemática ainda estava inacabado. Meio desanimado, olhei para os lados e avistei uma cadeirinha do teleférico parada. Pensei então que seria interessante descobrir a que altura ela se encontrava. Com o astrolábio na mão encontrei um ângulo de 25º a 3 metros do objeto. A calculadora científica novamente me auxiliou a encontrar a tangente do ângulo. Assim calculei:




CONCLUSÃO

Com o desenvolvimento deste trabalho pude perceber o quão simples podem ser as soluções dos problemas que aparentam complexidade. Também despertou minha curiosidade o contexto histórico do astrolábio que foi determinante para o descobrimento do