ASPECTOS DA POLÍTICA AMBIENTAL NO BRASIL E NO MUNDO
2010
Resumo
O presente artigo aborda a responsabilidade social e empresarial focada no conceito do desenvolvimento sustentável e a Política Ambiental no Brasil e no mundo. O objetivo proposto consistiu em analisar o posicionamento das empresas frente ao desenvolvimento sustentável, com ênfase na responsabilidade social e ambiental, bem como o impacto de suas ações frente à sociedade e também analisarem as organizações não governamentais o tratamento de lixo tecnológico no Brasil e na União Européia. O procedimento técnico da pesquisa é classificado como uma pesquisa bibliográfica. O instrumento utilizado para coleta de dados foi pesquisas feitas em livros, revistas e sites relacionados ao assunto. A relevância deste trabalho reside na abordagem de temas de vital importância para o futuro da humanidade, ameaçada pelos despropósitos do próprio homem.
Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável, Responsabilidade Social, Meio Ambiente, Política Ambiental.
1 - INTRODUÇÃO
A miséria que assola grande parte da população mundial e os danos causados ao meio ambiente pela atividade humana não tem remetido a civilização a um desenvolvimento social, econômico, cultural, espacial e ambientalmente sustentável. O que se evidencia é uma distribuição de renda extremamente desigual, além de uma alarmante diferença de oportunidades, acentuando ainda mais a distância entre povos ricos e pobres (GUIMARÃES, 1997).
Destarte, em decorrência da crescente problemática que vem cercando a humanidade, no final da década de 1980 difundiu-se o conceito do desenvolvimento sustentável centrado na satisfação das necessidades humanas presentes, sem comprometer a das próximas gerações. Propagou-se também a necessidade de conquistar, simultaneamente, a eficiência econômica, a justiça social e a qualidade ambiental.
No Brasil, o conceito de sustentabilidade ou responsabilidade social corporativa começou a surgir com força na década de 1990. A conferência Rio 92, que destacou a questão ambiental como aspecto preponderante da agenda mundial de discussões e, também, a Campanha contra a Fome (Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida), conduzida pelo sociólogo Herbert de Souza, impulsionaram o envolvimento popular e de organizações da sociedade civil durante os anos de 1990. Essa onda de reivindicações referentes a questões ambientais e sociais gerou profundas mudanças no comportamento do cidadão brasileiro. A mobilização de movimentos nacionais e internacionais criou, em 2001, o Fórum Social Mundial, que é realizado anualmente no Brasil. Esses acontecimentos provocaram uma série de transformações na comunidade empresarial, que vem se consolidando nos últimos dez anos, em torno de investimentos sociais.
Entretanto, apesar de muitas empresas estarem buscando práticas socialmente responsáveis em suas gestões, o maior desafio reside em encontrar uma fórmula equilibrada de gerenciar seus negócios, não apenas buscando a competitividade, como baixo custo e elevado padrão de qualidade, mas também considerando aspectos do desenvolvimento sustentável e atendendo às reivindicações da sociedade (GRAJEW, 2002).
O papel do setor empresarial é de vital importância, considerando-se que as empresas têm uma responsabilidade frente à sociedade. Somente a responsabilidade social fundamentada no conceito do desenvolvimento sustentável pode criar novas perspectivas de um mundo melhor.
2 - DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
O desenvolvimento sustentável é um processo de transformação, em que a exploração dos recursos, o destino dos investimentos, os rumos do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional devem considerar as necessidades das futuras gerações (CMMAD, 1991).
Sachs (1993) assegura que, para planejar o desenvolvimento, é necessário considerar simultaneamente cinco dimensões de sustentabilidade: a social, a econômica, a ecológica, a espacial e a cultural.
Assim, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e Recursos Naturais (apud SACHS, 1993, p.24) o “desenvolvimento sustentável é o processo que melhora as condições de vida das comunidades humanas e, ao mesmo tempo, respeita os limites da capacidade de carga dos ecossistemas”.
Schmidheiny (2002) adverte que não é possível haver desenvolvimento sem
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