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Apicultura

Trabalho por Graciele Frick, estudante de Agronomia @ , Em 16/10/2009

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PROJETO EXPERIMENTAL: Implantação de Apiário e Produção de Mel

ULBRA
2009

 

 

 

1. MERCADO

O mercado brasileiro de mel encontra-se em franca expansão. O consumo per capita de mel no Brasil atingiu cerca de 500 g por ano, em 2001. Na Europa, entretanto, em países como Alemanha, França e Suíça, esse consumo passa de 1.500g, e, nos Estados Unidos, chega a 1.800g/ (hab.ano).

Isso significa que há muito mercado para o apicultor brasileiro conquistar, tanto no mercado interno como na exportação.

Entretanto, a produção anual de mel brasileira tem girado em torno de 30 a 35 mil toneladas nos últimos anos. Boa parte do mel consumido é importada, especialmente da Argentina, que produz cerca de 90 mil toneladas por ano, e é um dos grandes exportadores mundiais.

A partir de 2002, por conta de problemas de fornecimento no mercado mundial, o Brasil passou a exportar mel para Europa e Estados Unidos, onde conquistou razoável espaço, em razão da boa qualidade e variedade do produto. Esse fato tem representado um grande incentivo a apicultura.

O aumento da demanda para exportação, especialmente os preços convidativos pagos pelo mercado internacional, determinou um déficit do produto no mercado interno, onde, ainda assim, as vendas têm se mantido aquecidas, em função da crescente demanda por alimentos naturais. Vale destacar que, especialmente os méis compostos (que têm função terapêutica, na medicina popular e alternativa) já representam a maior parte do mel comercializado no país.

Por outro lado, os cosméticos artesanais à base de mel e outros subprodutos das abelhas, também têm ganhado espaço no mercado. Sem contar balas, doces e confeitos, que são cada vez mais procurados, por consumidores ávidos por produtos de apelo natural. É importante destacar que estas alternativas de processamento e comercialização de mel e de outros produtos das abelhas, alem de incentivar o consumo, agregam maior valor, permitindo melhor remuneração a quem o produz.

Da mesma maneira, os mercados de mel “in-natura”, ou seja, que não foram misturados, começam a encontrar um caminho de crescimento de mercado, ao se apresentarem de forma diferenciada quanto ao tipo de mel produzido, em relação às floradas. As diferentes fragrâncias das flores determinam diferenças no aroma, conforme a origem do mel, facilmente percebidas. Além disso, os elementos que compõem o néctar da planta influenciam diretamente na coloração. Esse tipo de produto proporciona ao apicultor um duplo beneficio:

• Aumenta a oferta de produtos para a maioria dos consumidores que estão em busca de produtos cada vez mais diferenciados; e
• Vende méis de diversas floradas, que acontecem em diferentes épocas do ano, mantendo a oferta de mel por mais tempo.

Outra preocupação importante para quem produz mel diz respeito à crescente exigência do mercado quanto à qualidade do mel, principalmente no que diz respeito à higiene na sua produção, colheita, transporte, processamento e embalagem. Nessa questão o planejamento correto do apiário pode facilitar especialmente as operações de colheita, diminuindo as chances de contaminação. Além disso, o consumidor, cada vez mais, dá atenção à pureza de conteúdo do mel e seu estado de conservação, aspectos que estão diretamente ligados ao processamento, que é feito na casa do mel.

Até o ano de 2001, o Brasil perdia em volume produzido de mel para países como a Etiópia, o Quênia e Angola, sendo responsável por menos de 2,0% da produção mundial. O consumo brasileiro nesse mesmo ano ficou em torno de 30 mil toneladas, obrigando o país a importar o produto.

Principais países produtores de mel, ano 2001:

 

 

A partir de 2002, por conta de transformações profundas no mercado mundial de mel, com um crescimento da demanda por mel brasileiro, e um aumento do preço internacional do produto, o