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Avaliação Climática do Agreste e Sertão do Estado de Pernambuco

Trabalho por Sirley Ávila Queiroz, estudante de Agronomia @ , Em 13/09/2006

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AVALIAÇÃO CLIMÁTICA DO AGRESTE E SERTÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

Recife, Agosto de 2006


Agradecimentos

Meus sinceros agradecimentos ao meu orientador Geber Barbosa, pela sua dedicação, ensinamento e paciência.

A minha família que me apoiou em tudo.

Agradeço também aos meus amigos que tanto me apoiaram.

Não poderia de deixar de agradecer a Deus, em especial, por tudo.


Lista de Abreviaturas

Alt- Representa a variação da quantidade de água armazenada no solo.

Arm- Corresponde à água armazenada no solo.

Cj- Fator de correção.

Cv- Concentração da evapotranspiração potencial na estação quente.

Def- Representa a deficiência hídrica.

ETp - Evapotranspiração em mm/mês.

Etr-Corresponde evapotranspiração real.

Exc- Representa o excesso hídrico.

I - Índice de calor.

Ia- Índice de aridez.

Ih- Índice hídrico.

Iu- Índice de umidade.

P -Precipitação média mensal em mm.

mm- milímetros.

Neg.Acu- Negativo acumulado.

T- Temperatura média mensal em ºC.


1. Introdução

O Nordeste brasileiro apresenta características bastante diferenciadas das demais regiões do país. O trópico do agreste semi-árido se ressente da contínua escassez de água em seu complexo planta-animal-homem. Tal fato resulta da distribuição espaço-temporal irregular das chuvas, da elevada evaporação e da baixa capacidade de retenção de umidade a grande maioria dos solos da região (Mafra, 1981).

O desenvolvimento de cultivares de milho, com altas produtividades de grãos, tem sido o objetivo principal dos melhoristas que trabalham com essa cultura. Segundo Vencovsky & Torres (1988) as interações genótipo x ambiente influenciam as produções dos cultivares de milho. A estabilidade da produção é o principal fator de recomendação de cultivares e híbridos (Johnson, 1978).

Segundo Johnson (1978) a produção agrícola na região do agreste semi-árido do Nordeste brasileiro é prejudicada pelo fato dessa área ficar freqüentemente submetida aos rigores da seca. O milho é uma cultura tradicional na zona semi-árida, apesar de se tratar de um cereal sensível à seca (USAID, 1971).

O Sertão representa, praticamente, a metade do estado de Pernambuco, sendo caracterizado por baixos índices pluviométricos anuais, oscilando entre 500 e 800 mm. As chuvas da maior parte do Sertão concentram-se nos meses de janeiro a abril onde, nesse período, precipitam-se de 60 a 70 % do total anual de chuvas dessa região. O mês de março apresenta-se como o mês de maior precipitação pluvial, havendo localidades em que as chuvas desse mês representam 27% do total anual (Araripina).

O cultivo da mamoneira, no mínimo, é uma opção facilmente recomendada. A mamona sofreu grande expansão nos últimos anos, devido principalmente a sua capacidade de adaptação a diferentes condições de solo e clima e ao uso múltiplo do óleo extraído de suas sementes, que possui inúmeras aplicações, tais como: fabricação de cosméticos, próteses para ossos humanos, lubrificantes e aditivos de combustíveis, dentre outras. O uso de óleo de mamona para produção de biodiesel, visando sua adição ao óleo diesel tradicional, é uma das alternativas brasileiras para redução da importação de petróleo e da emissão de poluentes e gases de "efeito estufa" na atmosfera (Melo et al., 2003).

A climatologia é fundamental para a determinação do comportamento sazonal do clima e sua aplicação nos diversos setores da atividade agronômica.

O interesse pelo estudo climático tem se intensificado nos últimos anos em particular nas cidades que estão mais sujeitas aos impactos provenientes das atividades meteorológicas. O conhecimento dos fenômenos atmosféricos, aliados aos aspectos geológicos e geomorfológicos que atuam na gênese de uma variedade da paisagem que influenciam no tipo de