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A Cadeia Produtiva do Cupuaçu

Trabalho por Renata Souza e Castro, estudante de Agronomia @ , Em 09/09/2006

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CADEIA PRODUTIVA DO CUPUAÇU

Belém – Pa

2003


Introdução

O cupuaçuzeiro (theobrama grandiflorum) é uma das fruteiras mais populares da Amazônia e vem sendo implantada comercialmente na região sudeste da Bahia, Amazonas e Pará. O seu fruto mede de 12 a 15 cm de comprimento, e 10 a 12 cm de diâmetro, apresentando em média peso de 1 kg 30% de polpa e 35 sementes

A polpa pode ser utilizada para confecção de sorvetes, sucos, geléias, doces e iogurtes. As sementes, para fabricação de chocolate branco, considerado de ótima qualidade. Atualmente, o cupuaçu vem conquistando o mercado de outras regiões do país e do exterior. Espécie de boa adaptação à sombra, propicia a formação de consórcios com outras plantas de porte florestal, permitindo bons resultados econômicos e ecológicos. É uma fruta tropical com grande potencialidade agroeconômica, propiciando um adicional de renda e outros cultivos tropicais.

Do Cupuaçu aproveita-se teoricamente tudo, pois sua polpa de cor caramela serve para fazer sortes, cremes, doces, e outros. Já a casca tanto serve para constituição de adubos orgânicos ou ração, e suas sementes para fazer o chocolate do cupuaçu o "cupulate". Os processos da cadeia produtiva serão descritos asseguir, desde o plantio até chegar a masa do cossumidor final.


Clima e solo

O seu cultivo é recomendado em regiões com temperaturas médias anuais superiores a 22 graus centígrados, pluviosidade anual superior a 1500 milímetros bem distribuídos e umidade relativa do ar acima de 70%. É uma cultura adaptada em terra firme, podendo ser cultivada em solos de baixa, média e alta fertilidade, com boa estruturação física.


Formação de mudas

No plantio comercial de cupuaçu podem ser utilizadas mudas propagadas por semente ou por via vegetativa, através da enxertia.

O cupuaçuzeiro é formado à semelhança da muda de cacau. As sementes devem vir de plantas matrizes produtivas e sadias e de frutos com boas características de rendimento de polpa. As sementes devem ser despolpadas e posteriormente levadas e colocadas para secar à sombra por dois dias. A seguir são colocadas diretamente em sacos de polietileno ou para germinação em leito de areia e pó de serra curtido. Em condições normais as mudas germinam após o décimo quito dia. No caso de sementeira, podem ser transplantadas quando estiverem com 10 a 15 cm. A seguir, devem ser mantidas em viveiro coberto até alcançarem 30 centímetros de altura (4 a 5 meses). Em caso de enxertia, podem ser utilizadas a garfagem lateral. O material a ser enxertado (garfo ou borbulha) deve vir de ramos já produtivos e de diferentes plantas-matrizes, devido ao problema auto-incompatibilidade na polinização.

A pesquisa básica para o melhoramento genético do cupuacuzeiro na Amazônia tem objetivos voltados para a obtenção de clones produtivos, com frutos de bom tamanho e qualidade, resistência a pragas e doenças e ampliação do período de colheita com variedades precoces, medianas e tardias.


Plantio

O cupuaçuzeiro desenvolve-se melhor com sombreamento nos dois primeiros anos, podendo ser cultivado a pleno sol ou em sombreamento pouco denso. Portanto, pode ser instalado em capoeiras ou em sistemas de consórcio com outras espécies como a bananeira, a pupunheira, a seringueira e outras plantas de porte florestal. O espaçamento recomendado é de 8 x 8 metros em triângulo eqüilátero.

O plantio das mudas deve ser feito em covas de 40 x 40 x 40 cm, adubadas com 10 litros de esterco curtido e mais 100 gramas de superfosfato triplo. Usar cobertura morta em volta das mudas, a fim de manter a umidade do solo e controlar