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A Ciclagem Interna de Nutrientes Minerais

Trabalho por Viviani Faccin, estudante de Agronomia @ , Em 24/06/2006

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NUTRIENTES MINERAIS


A ciclagem interna de nutrientes minerais

- Diferentemente da biomassa, cuja produção e decomposição formam um ciclo perfeito nos sistemas naturais, para nutrientes minerais, em tempo geológico, o termo ciclagem não é adequado.

- Os ecossistemas naturais desenvolveram mecanismos para minimizar essas perdas de nutrientes: "Absorção de luxo", maior do que a necessidade, mas sem prejuízos à planta.

- No caso dos sistemas agrícolas, a preservação dos nutrientes depende do agricultor, os movimentos dos nutrientes no sistema podem ser divididos em dois fluxos:

- fluxo orgânico

- fluxo mineral


Fluxo orgânico de nutrientes minerais

- Num sistema natural sobre solo pobre, o fluxo orgânico dos nutrientes minerais é a fonte mais importante para as plantas em crescimento.

- Um aspecto importante do fluxo orgânico de nutrientes minerais é a modificação da ciclagem quando a biomassa passa pelo trato digestivo dos animais.

- Quando a ciclagem de biomassa decai em função das práticas de manejo adotadas pelo agricultor, o fluxo orgânico de nutrientes minerais igualmente decai.

- O fluxo orgânico envolve todos os nutrientes minerais, e é fonte de nitrogênio, enxofre e fósforo.


Fluxo mineral

- O fluxo mineral de nutrientes se refere às entradas e saídas por via não orgânica.

- As saídas:

- lixiviação

- erosão

- exportação pelas colheitas.

- As entradas:

- via fertilizantes minerais

- corretivos.

- Em solos com presença de rochas no perfil, sua contribuição para o crescimento para o suprimento de nutrientes pode ser relevante, já em solos intemperizados essa contribuição é nula.

- Além da rocha – mãe, pode haver algum aporte de nutrientes pela chuva.

- Das saídas de nutrientes, a exportação pelas colheitas é inevitável e deve crescer como o incremento da produtividade.

- As perdas por erosão podem ser drasticamente reduzidas controlando-se o escorrimento através de praticas mecânicas e, sobretudo vegetais, que melhorem a infiltração.


Profundidade das raízes

- A profundidade das raízes define o limite inferior do sistema. A perda de nutriente só é definitiva quando as raízes não podem mais alcança-los.

- O estoque ativo de nutrientes num terreno depende não apenas do solo, mais também das plantas que estão sendo cultivadas.


Potássio

- Muito solúvel em água, por isso, os tecidos com elevado teor de água sempre carreiam potássio.

- Quando a folha seca, o K se concentra nas palhas e daí é facilmente levado pelas águas das chuvas.

- Nas terras com mais CTC, a retenção do potássio no complexo coloidal do solo é mais intensa.

- Nas terras com baixa CTC, o potássio dissolvido descerá no perfil do solo.

- Quando já lixiviado para camadas profundas do solo, o potássio poderá estar ou não perdido, dependendo do alcance do sistema radicular das culturas.

- A maior parte do K ingerido pelos animais é excretada pela urina, pela alta solubilidade desse íon em água.


Fósforo

- Nos tecidos orgânicos, o fósforo entra em moléculas protéicas e em compostos ligados a transporte de energia. Ao amadurecer as culturas, a maior parte do fósforo vão para as sementes.

- Nos animais, o fósforo excretado sai pelas fezes.

- A disponibilidade do fósforo depende do pH, o ideal é na faixa de 5,5 a 6,5.


Nitrogênio

- O teor de nitrogênio nas rochas é praticamente nulo.

- O nitrogênio dos solos deriva da incorporação que os organismos realizam a partir do nitrogênio gasoso.

- A incorporação biológica de nitrogênio aos solos ocorre através de microorganismos.

- O nitrogênio é o mais lábil de todos os nutrientes minerais.