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Arados

Trabalho por Otavio Fontoura Ribeiro, estudante de Agronomia @ , Em 19/05/2006

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ARADOS

Campo Grande-MS

2006


INTRODUÇÂO

A aração é uma operação que visa diminuir a densidade do solo, aumentando os espaços vazios. Também promove a descompactação do solo, embora não em maiores profundidades como ocorre com a subsolagem. É realizada por equipamentos denominados arados, que podem ser de discos ou de aivecas. Geralmente são tracionados por tratores, embora também existam arados (de aiveca) próprios para tração animal.

Estes fazem o serviço mais superficialmente, mas se adaptam bem aos pequenos produtores sem infraestrutura, além disto, conseguem trabalhar em áreas mais declivosas. A passagem do arado sobre o solo provoca a inversão da camada de solo trabalhada. Por causa disto, a aração também é utilizada para incorporação de calcário. A profundidade de trabalho desta operação deve ser a maior possível (geralmente não ultrapassa 25 cm). A aração não deve ser realizada com o solo muito úmido, nem muito seco. Há um ponto de umidade ideal para trabalho chamado de "ponto de sazão". Na prática este ponto é percebido com um teste simples: ao se pressionar uma pequena porção de terra com uma das mãos, consegue-se fazer uma pequena pelota, mas que se desmancha facilmente à pressão dos dedos. Para solos com boas características físicas e sem necessidade de calcário, pode-se dispensar a aração.


ARADOS


Entre as operações agrícolas enquadradas sob a denominação geral de "Preparo periódico do solo" a ARAÇAO constitui a mais antiga e a mais comumente utilizada. Na aração, a camada superficial do solo é cortada em fatias, denominada LEIVAS.

Elas recebemn o movimento torcional, sendo invertidas, de tal forma que a face superior fica voltada para baixo. Visa-se com essa operação, o seguinte:

a) revolver o solo, expondo suas camadas internas ao ar, raios solares, e ação das maquinas, de forma a torna-lo um leito adequado as sementes das culturas;

b) incorporar restos de cultura, esterco e corretivos visando manter o aumentar a fertilidade do solo;

c) enterrio da cobertura vegetal, controlando as ervas daninhas ou encorporando adubos verde,

d) criar ou mater condições de solo que resultem no mínimo de outras operações e de solicitação e potencia, para instalação e condução das culturas;

e) interrio de cultura prejudicadas ou improdutivas de forma que possa ser substituídas por outra.

Entretantos benefícios acima citados, parecem ser discutíveis do ponto de vista da estruturação do solos. A evolução do conhecimentos sobre a estrutura do solo e sua relação com as plantas, tem demonstrado que a aração pode ser dispensável, sob condições de solo e cultura que são, relativamente comuns em nosso pais
A aração, como operação de preparo periódico do solo, não deve ser encarada como operação básica, de ocorrência obrigatória na instalação de uma cultura.

Experimentamos conduzidos na Cadeira n° 15, da ESALQ, mostraram que, sob certas condições a aração é dispensável para o plantio de cana de açúcar.

Atualmente, com a evolução da maquinas agrícolas e aumento da potencia dos motores dos tratores, a incorporação de qualquer material no solo pode ser feita através da tomada de força (TDF). Alias, do ponto de vista da fonte de potencia. Essa operação é realizada mais eficientemente se utilizar a força de torção da TDF, ao invés de tração, como ocorre normalmente, com os arados de arrasto. Através das modernas técnicas de contro de ervas daninhas, de colhedoras e de outras maquinas que reduzem o tamanho dos resto de culturas, com a limpeza superficial do terrano, necessária ao trabalho das semeadoras e plantadoras, torna-se muito mais fácil.

Assim sendo, a tecnica de preparo periódico do solo, através da operação de aração, é de importância discutível, requerendo trabalhos experimentais e podendo ser substituída por novas técnicas, como é o caso das enxadas rotativas e o chamado "cultivo mínimo". Logo,