Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Compartilhe

Tag Cloud

Xilema e Floema

Trabalho por Álesson Souza, estudante de Agronomia @ , Em 02/10/2004

5

Tamanho da fonte: a- A+

XILEMA E FLOEMA

Barreiras, Maio de 2004.

I- INTRODUÇÃO

A água e os nutrientes inorgânicos absorvidos pela raiz deslocam-se ascendentemente pelo xilema, seguindo o fluxo de transpiração. Parte dessa solução migra lateralmente para os tecidos do sistema radicular e caulinar, enquanto o restante é enviado para os demais órgãos do vegetal. Nas folhas, uma parcela da solução xilemática é transferida para o floema a fim de ser exportada para os órgãos em crescimento. Tanto a água como os solutos que alcançam a raiz via floema podem ser transferidos para o xilema, tornando a circular pela planta (Fig. 1).



FIGURA 1: Circulação de água, nutrientes inorgânicos e fotoassimilados na planta.

Enquanto isso, os produtos derivados da fotossíntese, realizada primordialmente nas folhas maduras, são exportados para todas as regiões do organismo vegetal através do floema (Fig. 1).


Dessa forma, a planta possui um sistema vascular organizado que permite a circulação eficiente de compostos ao longo de todos os seus órgãos e tecidos.

Mas será que as plantas, em semelhança aos mamíferos, possuem um órgão especializado para bombear as soluções que trafegam no xilema e no floema? Para a decepção de alguns, sabemos que não existe tal órgão nos vegetais. Porém, os mecanismos envolvidos nesses sistemas de transporte são tão primordiais e fantásticos quanto aqueles que comandam o funcionamento do coração.


II- TRANSPORTE NO XILEMA

Características básicas do xilema

A função primária do xilema é o transporte de água e solutos inorgânicos dissolvidos, embora possa conter, eventualmente, moléculas orgânicas. O transporte caracteriza-se por ser ascendente, desde as raízes até as partes aéreas da planta .

O xilema consiste de:

  • fibras xilemáticas: alongadas, com paredes celulares espessas, possuindo a sustentação como função principal.
  • células parenquimáticas: contém reservas e permitem a translocação lateral de solutos.
  • elementos traqueais: traqueídeos e elementos de vaso são células mortas, com paredes celulares espessas, que possuem como função principal o transporte.

Ascensão da água e nutrientes inorgânicos

A ascensão da água e dos solutos através do xilema é um processo que requer uma força motriz bastante elevada. Quanto mais alta for a planta, maior deverá ser a força que permite a chegada da solução xilemática até o ápice caulinar.

Na tentativa de elucidar qual o mecanismo envolvido nesse transporte, seja em uma planta herbácea de poucos centímetros ou em um eucalipto de 130 m, foram elaboradas três teorias: a teoria da pressão de raiz, a da capilaridade e da coesão e tensão.

Teoria da pressão de raiz

Caracteriza-se pelo desenvolvimento de uma pressão positiva no xilema, na região das raízes, que serve para impulsionar a solução xilemática para cima.

O desenvolvimento dessa pressão positiva se dá devido à deposição ativa de solutos absorvidos pela raiz nos vasos do xilema. Tal deposição ocasiona um potencial hídrico muito negativo, havendo grande entrada de água nesses vasos. Como o retorno da água à córtex é dificultado pela presença da endoderme, esta acumula-se nos vasos xilemáticos, gerando a pressão positiva que impulsiona a solução.

No entanto, a contribuição dessa pressão hidrostática para a ascensão da solução xilemática é válida apenas para plantas de pequeno porte (herbáceas), sendo praticamente nula para plantas maiores. Além disso, essa pressão não foi detectada em todas as plantas estudadas e só se manifesta em condições especiais. Em plantas que estão transpirando normalmente, o xilema encontra-se sob tensão, ou seja, sob pressão negativa.

Tais considerações descartam a teoria da pressão