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Números mesopotâmicos: cuneiforme, matemática, asna, cravo

Trabalho por Rachel Cretton, estudante de Pedagogia @ , Em 30/06/2008

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Matemática: Números mesopotâmicos

UNESA
2008

 

 

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO
CONTEXTO HISTÓRICO:
CONTEXTO MATEMÁTICO
AS APLICAÇÕES DA MATEMÁTICA E DA GEOMETRIA MESOPOTÂMICA
O APARECIMENTO DE √2
PARTIDAS DOBRADAS E CONHECIMENTO MATEMÁTICO
CONCLUSÃO
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

INTRODUÇÃO

A Matemática como a concebemos nos dias atuais foi fruto de uma demorada e grande evolução, desde a época primitiva, passando por todas as grandes civilizações do passado até chegar à complexidade do mundo mercantilista e globalizado que conhecemos. O trabalho tem como objetivo evidenciar que a matemática desenvolvida pelos povos da Mesopotâmia entre os anos de 2800 a 1880 a.C. serve como base lógica e consistentes às necessidades de todas as culturas posteriores, demonstrando, assim, sua grande importância histórica.

Contexto Histórico:

Por volta de 3 500 a.C., vindos provavelmente da Ásia Central, os sumérios fixaram-se na Baixa Mesopotâmia - junto aos rios Tigre e Eufrates - fundindo-se étnica e culturalmente com a população local. As civilizações antigas da Mesopotâmia são comumente chamadas de babilônicas, apesar de que a cidade de Babilônia não foi o centro de cultura do vale Mesopotâmico.

A região sofreu diversas invasões de outros povos, mas que ao invés de interferirem negativamente em sua cultura, ao contrário aprenderam e adotaram muitos conhecimentos dos mesopotâmicos.

Indiscutivelmente, a principal contribuição que os mesopotâmicos realizaram para o desenvolvimento do conhecimento foi à invenção de um tipo de escrita, a qual era feita por estiletes em uma placa de argila mole que depois secavam ao sol. Tais letras tinham a forma de cunha e, por isso, foram chamadas de cuneiforme. Esta escrita talvez tenha surgido até mesmo antes da hieroglífica dos egípcios. O fato é que as cerâmicas, tabuletas, com escrita cuneiforme fornecem muito mais informação dos que os papiros egípcios devido a sua conservação.

O surgimento da escrita justificou-se pelo crescimento das economias centralizadas, quando os funcionários dos palácios e templos sentiram a necessidade de manter o controle das quantidades de cereais e dos rebanhos de carneiros e gado que entravam e saíam dos celeiros e fazendas. Era impossível depender apenas da memória de um homem para armazenar todas as transações realizadas, além da necessidade de se transmitir os fatos a outros sacerdotes quando houvesse o falecimento de quem controlava essas operações, assim, tornou-se indispensável à criação de novos métodos que mantivessem registros confiáveis e permanentes.

A ciência e, por conseqüência, a matemática mesopotâmica teve um grande desenvolvimento por parte dos sacerdotes que detinham o saber nesta civilização. Assim como a matemática Egípcia, esta civilização teve uma matemática e/ou ciência extremamente prática com o objetivo de facilitar o cálculo do calendário, a administração das colheitas, organização de obras públicas e a cobrança de impostos, bem como seus registros. Mas, mesmo assim, há alguns indícios de abstração e de matemática por recreação.

Contexto Matemático

Ao contrário da maioria das civilizações o sistema numérico mesopotâmico tinha como base o valor sessenta. Acredita-se que o sistema de base sessenta tenha sido usado por ser possível sua subdivisão em metades, quartos, quintos, sextos, décimos, etc... até dez divisões são possíveis.

O sistema sexagesimal teve sua origem na astronomia, especificamente, na contagem do tempo, ou melhor na divisão do tempo em horas, minutos e segundos. No qual 1 (uma) hora equivale a 60 minutos. Até hoje, o sucesso desse sistema se reflete em nossas unidades de tempo e medida de ângulos.

Aos babilônios se deve a invenção do sistema posicional. Com apenas seus símbolos para unidades e dezenas, podiam representar qualquer número, por maior que fosse, por repetição e mudança de posição. Este é o mesmo princípio de nosso sistema numeral.

Já manipulavam bem, equações usando palavras como incógnitas, num sentido abstrato. Conheciam bem o processo de fatoração. Também conheciam as relações entre os lados