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Sendero Luminoso

Trabalho por Estevam Fernandes Luna, estudante de Geografia @ , Em 05/08/2003

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Sendero Luminoso


Em 1975, Alvarado é deposto pelo general conservador Morales Bermúdez. O poder é devolvido aos civis em 1979, e Belaúnde Terry é reeleito presidente em 1980. No mesmo ano, o grupo maoísta Sendero Luminoso (inspirado nas idéias do líder comunista chinês Mao Tsé-tung) inicia suas atividades em Ayacucho. As ações terroristas do grupo se intensificam na região andina e em 1983 os militares são convocados a combatê-lo.

Alan García, primeiro presidente eleito pela Apra, é empossado em 1985 e nomeia uma comissão para investigar a violência de Estado, mas o próprio governo passa a ser investigado após repressão militar a senderistas amotinados em três prisões. Os EUA suspendem a ajuda ao Peru quando García determina a limitação do pagamento da dívida externa a 10% do PIB. Sua tentativa de estatização de seguradoras e bancos privados leva à formação de uma frente oposicionista liderada pelo escritor Mario Vargas Llosa. García retira o projeto, mas a crise econômica (inflação de 3.000% em 1989) faz crescer o número de greves e o terror senderista, financiado pelos traficantes de drogas. Nas eleições presidenciais de 1990, Vargas Llosa perde para Alberto Fujimori, do movimento independente Câmbio 90. Empossado, Fujimori impõe um pacote recessivo, medida defendida por seu adversário, e outorga aos militares amplos poderes na repressão ao terrorismo.

"Autogolpe" - Em abril de 1992, Fujimori fecha o Congresso e suspende as garantias constitucionais, no episódio conhecido como "autogolpe". Os EUA retiram mais uma vez a ajuda econômica ao Peru, que havia sido restabelecida. Em setembro, o governo prende o líder do Sendero, Abimael Guzmán, que é julgado e condenado à prisão perpétua. A Constituição aprovada em 1993 limita o papel do Estado na economia, possibilita a reeleição presidencial e prevê pena de morte para terroristas. Em 1994, a Justiça Militar condena nove membros do Exército pelo seqüestro e assassinato, em 1992, de um professor e nove estudantes da Universidade de La Cantuta. Voltam a ocorrer atentados a bomba em Lima, atribuídos a dissidentes do Sendero que rejeitaram os apelos de paz feitos por Guzmán.

Conflitos na fronteira com o Equador no início de 1995 levam a um confronto armado entre os dois países. Fujimori é reeleito em abril com 64,1% dos votos e flexibiliza o mercado de trabalho. No mês seguinte, a justiça anistia os militares envolvidos em violações aos direitos humanos. Nas eleições municipais de novembro, o oposicionista Alberto Andrade Carmona, do movimento independente Somos Lima, ganha a prefeitura da capital, reduzindo a base de apoio a Fujimori. Em 1996, o presidente do Conselho de Ministros, Córdova Blanco, renuncia em protesto contra as exigências feitas pelo FMI.

Queda de popularidade - Em 1997, surgem sinais de endurecimento do regime, como a destituição, pelo Congresso, de três juízes contrários ao uso de uma lei de 1996, que permite a segunda reeleição do presidente. Após a televisão Frecuencia Latina denunciar a existência de uma rede de espionagem para investigar personalidades públicas, supostamente operada pelo Serviço de Inteligência Nacional, o dono da emissora, Baruch Ivcher, perde a cidadania peruana e o controle da empresa. O episódio provoca, em julho, protestos contra Fujimori e queda em sua popularidade. Em fevereiro de 1998, a pretensão de Fujimori de concorrer a um terceiro mandato é reforçada pela Corte Suprema, que considera legítima a lei de 1996, decisão confirmada pelo Tribunal Eleitoral Nacional. Nos meses seguintes, o Congresso reduz os poderes do Conselho Nacional Judiciário e concede a Fujimori poderes especiais para legislar. Em abril, o serviço secreto do Exército detém Quinteros Ayllón, um dos líderes do Sendero Vermelho (dissidência do Sendero Luminoso), ato que eleva a popularidade do presidente.

Em julho, a oposição recolhe 1,4 milhão de assinaturas de apoio à realização de um referendo sobre a candidatura de