Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Projrto final: Produção de Ovinos para abate

Trabalho por FRANCISCO GILDEMBERG AMARO SILVA, estudante de Zootecnia @ , Em 26/08/2009

5

Tamanho da fonte: a- A+

Projeto final: Produção de Ovinos para Abate
Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA
2009

 

 

 

Sumário

1 Introdução
2 Local e Período
3 Histórico e Localização
4 Objetivos
5 Raças
6 Manejo
7 Manejo das Crias
7.1 Manejo alimentar crias
7.2 Manejo Alimentar matriz
7.3 Manejo alimentar reprodutores
7.4 Manejo reprodutivo
8 Atividades Desenvolvidas no Estágio
9 Conclusão
10 Cronograma de Atividades de Estágio
11 Referências Bibliográficas

 

Introdução

O Nordeste do Brasil possui rebanhos de caprinos e ovinos, em torno de 12 milhões de caprinos e 7,2 milhões de ovinos, correspondendo a, respectivamente, 88% e 39% dos rebanhos do País. A exploração da ovinocaprinocultura na Região Nordeste é de fundamental importância para a Região, pois representa uma alternativa de oferta de carne, leite e derivados de boa qualidade às populações, principalmente as do meio rural, contribuindo para erradicar a fome e estimulando a geração de emprego e renda das famílias dessa Região.( Nordeste rural, 2003).

O maior produtor mundial de carne de ovinos é a China, com cerca de 2,4 milhões de toneladas em 2006, ou 29,1% da produção mundial. Em seguida vem a Austrália, com produção de aproximadamente 625 mil toneladas em 2006, 7,5% da produção mundial. Nova Zelândia se encontra em terceiro lugar, com 500 mil toneladas e 6,0% da produção mundial. Logo após vem o Irã, com 389 mil toneladas e 4,7% da produção mundial, seguido pelo Reino Unido, com 331 mil toneladas e 4% da produção mundial. Outros países de importante produção são Turquia, Índia, Espanha e Síria, FAO (2007).

A produção de carne ovina no Brasil ainda é uma atividade pecuária que não foi totalmente explorada. A maior parte do consumo desse tipo de carne ainda é suprida por produto importado, principalmente da Argentina e do Uruguai. Neste contexto, o mercado da carne ovina está em franca ascensão no país. Os preços hoje praticados no mercado nacional por unidade produtiva representam bem mais do que o preço pago pela carne bovina nas mesmas condições.

Motivado pela subida dos preços pagos por unidade, existe uma enorme possibilidade de o mercado nacional ser conquistado, principalmente porque no Brasil, especialmente a região Nordeste, tem-se potencial para produzir carne de melhor qualidade do que àquela importada. A carne ovina é uma fonte de proteína de alto valor biológico e assim como a carne caprina está presente na dieta das populações de quase todos os países, principalmente dos continentes africano e asiático Almeida, (1990). No Brasil, o consumo per capita de carne ovina não atinge 2kg/habitante/ano, sendo 0,17kg/hab/ano no Nordeste e 1,8kg/hab/ano no Sul do País, enquanto na Austrália atinge 20kg/hab/ano Roça, (1993).

A produção de ovinos e caprinos representa uma importante alternativa de oferta de carne, leite, pele e derivados, não somente para a população rural, mas também para o mercado emergente das grandes metrópoles, que vêm consumindo de forma crescente carnes e leite destas espécies. No entanto, para que a ovinocaprinocultura no Nordeste brasileiro se transforme num negócio economicamente sustentável, gerando excedentes para os subsistemas produto, processamento e distribuição é indispensável que sejam implementados, em cada estado da região Nordeste, programas voltados para adoção de tecnologias economicamente viáveis, visando resolver os principais entraves ao desenvolvimento e sustentabilidade da cadeia produtiva da atividade.

Embora a população de ovino caprino seja significativamente elevada à atividade ainda é caracterizada pelo sistema tradicional, marcado por um manejo ultra-extensivo ou extensivo de produção, onde os animais apresentarem índices zootécnicos ao longo do ano baixo, devido ao fato de uma má organização, gerenciamento, e aplicação de técnicas inadequadas, não atende aos requisitos básicos de uma atividade voltada para as demandas de um mercado moderno e cada vez mais exigente.

Uma