Projeto final: Produção de Ovinos para Abate
Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA
2009
Sumário
1 Introdução
2 Local e Período
3 Histórico e Localização
4 Objetivos
5 Raças
6 Manejo
7 Manejo das Crias
7.1 Manejo alimentar crias
7.2 Manejo Alimentar matriz
7.3 Manejo alimentar reprodutores
7.4 Manejo reprodutivo
8 Atividades Desenvolvidas no Estágio
9 Conclusão
10 Cronograma de Atividades de Estágio
11 Referências Bibliográficas
Introdução
O Nordeste do Brasil possui rebanhos de caprinos e ovinos, em torno de 12 milhões de caprinos e 7,2 milhões de ovinos, correspondendo a, respectivamente, 88% e 39% dos rebanhos do País. A exploração da ovinocaprinocultura na Região Nordeste é de fundamental importância para a Região, pois representa uma alternativa de oferta de carne, leite e derivados de boa qualidade às populações, principalmente as do meio rural, contribuindo para erradicar a fome e estimulando a geração de emprego e renda das famílias dessa Região.( Nordeste rural, 2003).
O maior produtor mundial de carne de ovinos é a China, com cerca de 2,4 milhões de toneladas em 2006, ou 29,1% da produção mundial. Em seguida vem a Austrália, com produção de aproximadamente 625 mil toneladas em 2006, 7,5% da produção mundial. Nova Zelândia se encontra em terceiro lugar, com 500 mil toneladas e 6,0% da produção mundial. Logo após vem o Irã, com 389 mil toneladas e 4,7% da produção mundial, seguido pelo Reino Unido, com 331 mil toneladas e 4% da produção mundial. Outros países de importante produção são Turquia, Índia, Espanha e Síria, FAO (2007).
A produção de carne ovina no Brasil ainda é uma atividade pecuária que não foi totalmente explorada. A maior parte do consumo desse tipo de carne ainda é suprida por produto importado, principalmente da Argentina e do Uruguai. Neste contexto, o mercado da carne ovina está em franca ascensão no país. Os preços hoje praticados no mercado nacional por unidade produtiva representam bem mais do que o preço pago pela carne bovina nas mesmas condições.
Motivado pela subida dos preços pagos por unidade, existe uma enorme possibilidade de o mercado nacional ser conquistado, principalmente porque no Brasil, especialmente a região Nordeste, tem-se potencial para produzir carne de melhor qualidade do que àquela importada. A carne ovina é uma fonte de proteína de alto valor biológico e assim como a carne caprina está presente na dieta das populações de quase todos os países, principalmente dos continentes africano e asiático Almeida, (1990). No Brasil, o consumo per capita de carne ovina não atinge 2kg/habitante/ano, sendo 0,17kg/hab/ano no Nordeste e 1,8kg/hab/ano no Sul do País, enquanto na Austrália atinge 20kg/hab/ano Roça, (1993).
A produção de ovinos e caprinos representa uma importante alternativa de oferta de carne, leite, pele e derivados, não somente para a população rural, mas também para o mercado emergente das grandes metrópoles, que vêm consumindo de forma crescente carnes e leite destas espécies. No entanto, para que a ovinocaprinocultura no Nordeste brasileiro se transforme num negócio economicamente sustentável, gerando excedentes para os subsistemas produto, processamento e distribuição é indispensável que sejam implementados, em cada estado da região Nordeste, programas voltados para adoção de tecnologias economicamente viáveis, visando resolver os principais entraves ao desenvolvimento e sustentabilidade da cadeia produtiva da atividade.
Embora a população de ovino caprino seja significativamente elevada à atividade ainda é caracterizada pelo sistema tradicional, marcado por um manejo ultra-extensivo ou extensivo de produção, onde os animais apresentarem índices zootécnicos ao longo do ano baixo, devido ao fato de uma má organização, gerenciamento, e aplicação de técnicas inadequadas, não atende aos requisitos básicos de uma atividade voltada para as demandas de um mercado moderno e cada vez mais exigente.
Uma
Ferramenta