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Inseminação Artificial na Bovinocultura Leiteira Vistas ao Melhoramento Genético

Trabalho por Ralf Maciel, estudante de Zootecnia @ , Em 21/01/2006

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INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL NA BOVINOCULTURA LEITEIRA COM VISTAS AO MELHORAMENTO GENÉTICO

LAVRAS

MINAS GERAIS - BRASIL

2004


A Deus, pela minha existência e pela capacidade de amar tudo o que faço.

A todos os meus familiares, colegas e professores que, nas mais diversas situações, auxiliaram-me.


INTRODUÇÃO

A inseminação artificial (IA) é um método de reprodução normal e, por isto mesmo, o termo "artificial" talvez não seja dos mais apropriados, uma vez que o material fecundado (sêmen) é natural, provindo de reprodutores masculinos. Somente a sua deposição nos órgãos genitais femininos é que é feita com a participação do homem e de instrumentos. Visando a melhor produção leiteira, os produtores pecuaristas estão cada vez mais aplicando fortunas para terem melhores animais e com maior produção de leite/dia, tendo como objetivo, a obtenção de maiores lucros.

Com o declínio da agricultura, a maioria dos pecuaristas e agricultores está recorrendo ao leite, pois é uma fonte de renda diária. Muitos desses pequenos produtores (em torno de 60.000) estão usando desse recurso para a própria subsistência.

Mas a maioria desses animais não apresenta o mínimo de qualidade genética, tendo como produção 7 l/dia. Esse dado é considerado extremamente baixo e, para melhorá-lo, há necessidade de boas inseminações que, muitas vezes, são consideradas caras. Ao fazer a inseminação artificial, pode-se escolher a raça do touro, sendo que esse pode corrigir os defeitos das fêmeas, nascendo assim uma terneira com boas formas estáticas, boa produção de leite e, principalmente, com a raça bem definida.

Esse trabalho trata da IA de gado bovino leiteiro, com vistas ao melhoramento genético, sendo que o primeiro capítulo faz uma abordagem geral sobre a IA. O segundo capítulo trata das técnicas de IA, preparo para a IA, horário de inseminar e discutem-se as vantagens econômicas, sanitárias e sociais da IA. Já o terceiro, aborda a composição do aparelho genital da vaca e seu ciclo estral. E, por último, o quarto capítulo que visa os métodos de melhor eficiência de inseminação, como também abrange a apresentação do sêmen, como armazenar e descongelar o mesmo, e a sua deposição no aparelho genital.

  Para o desenvolvimento deste trabalho foi feito um estudo da literatura pertinente ao tema escolhido (pesquisa teórica), recorrendo à biblioteca municipal de Várzea da Palma, revistas pecuárias e outras fontes, como Internet.


1 INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL

O uso da IA em animais iniciou-se com os árabes, que utilizavam coletar sêmen de seus melhores garanhões para inseminar as éguas de suas tropas. Nos tempos modernos, foi um monge italiano, Spallanzani, que usou a inseminação artificial em cães, em 1779. Os japoneses também entraram cedo na era da inseminação artificial, quando Ito et al usaram em suínos em 1948. Depois dos japoneses, os ingleses Poldge, Smith e Parker, também tiveram sucesso com a inseminação em suínos, em 1949. Mas somente após descobrirem que o sêmen se conservava em temperaturas mais baixas, na década de 50, é que seu uso tornou-se popular, principalmente na Europa, em países como Noruega, Holanda e Alemanha.

No Brasil, a inseminação em suínos teve seu destaque, em caráter comercial, a partir de 1975, principalmente na região Sul, onde nasceram as primeiras centrais de inseminação artificial. Hoje o Brasil está em primeiro lugar na América Latina, em número de fêmeas inseminadas, porém, em porcentagem de rebanho, o Chile é o primeiro.

O uso da inseminação artificial está em constante aumento em todo o mundo, pois, após certo receio inicial, grandes empresas como a Agroceres-PIC, a PIC (Inglaterra) e outras, estão investindo nesta tecnologia.

A IA artificial consiste no depósito do