Princípios Comportamentais em Bufalinos
Lages, 14 de maio de 2004
Generalidades
O búfalo teve origem na Ásia, daí também ser conhecido como búfalo asiático. Deste continente foi levado para África. Mais tarde foi introduzido na Europa e mais recentemente na América, sendo antes disso, já também presentes na Oceania. Portanto o búfalo encontra-se presente em todos os continentes do mundo. Alguns historiadores relatam que os búfalos viviam em diferentes regiões da Índia, onde escavações arqueológicas comprovaram que eles já eram conhecidos desde 60.000 anos a.C., sendo que em torno de 6.000 anos a.C. os búfalos já eram domesticados.
Conforme a teoria de alguns autores a evolução do búfalo foi a seguinte: o homem passou à agricultura, por isso precisou aproximar-se da água. Os búfalos também se aproximaram do rio e evoluíram devido a uma maior alimentação: os búfalos de pântanos passaram aos atuais búfalos de rio ou índicos. Sendo sua domesticação feita pelas civilizações que habitavam as margens dos rios Eufrates, Tigres, Indus e Yangtze (Coockrill).
Provavelmente, o búfalo tenha sido o primeiro animal domesticado para trabalho. Tendo na mitologia chinesa Deuses que personificavam o búfalo, como por exemplo o "Deus de Byres", que era representado por um gigante de 5 metros de altura, tendo chifres, boca e orelhas de búfalo.
A presença do búfalo no Brasil data, segundo alguns, de 1890 com animais provenientes da Itália, ficando sediados na Ilha de Marajó, Estado do Pará. O búfalo trazido para o Brasil se adaptou e se desenvolveu extraordinariamente em pastagens de todos os estados. A diversificação do clima e de solo encontrada na grande extensão territorial brasileira não foi obstáculo suficiente par deter sua caminhada.
Uma das grandes vantagens dos búfalos é a de não serem competitivos com outras espécies, fornecendo produtos similares aos dos bovinos em condições economicamente mais favoráveis como veremos posteriormente. No Brasil são criadas quatro raças: Murrah, Jafarabadi, Mediterrâneo e Carabao. Sendo as três primeiras raças que se enquadram na dupla aptidão e a última é mais utilizada para trabalho e tração.
Temperamento
A etologia da bufalinocultura doméstica está inserida a presença da pessoa humana.A docilidade a ela se relaciona. Sendo um reflexo do do tratamento que lhe for dispensado. Os búfalos podem ser manejados mulheres e crianças, contanto que tenham contato com a pessoa humana desde jovens. Muitos criadores relatam o contrario do que descrevemos acima, porem se analisarmos o manejo que estes dispensam a seus animais veremos que os mesmos foram largados a campo, e criados livres sem muito manejo devido à rusticidade que é uma das características que o búfalo apresenta. Ou então, criadores que eram acostumados com bovinos usavam de chicotadas, cães gritos, pancadas e ate cavalos para faze-los correr, esquecendo que o búfalo é um animal lento e não como o bovino.
O búfalo deve ser manejado sem cães, sem gritos, por pessoas calmas e de preferência montadas em outro búfalo. Havendo contato periódico entre homem e búfalo os animais tornam-se dóceis e de fácil manejo.
Comportamento Reprodutivo
As búfalas alcançam a maturidade sexual em torno de 14 a 18 meses sendo sua primeira cobertura realizada a partir dos 24 meses. No caso dos machos a maturidade sexual a partir dos 16 meses.
Os búfalos diferentemente da maioria dos bovinos não apresentam nenhum ritual de acasalamento e seu período de ciclo estral é de 21 dias. As fêmeas em cio não montam e não se deixam montar por outras búfalas. Aceitando somente uma cobertura, tendo ou não ficado prenhe. A atividade sexual dos búfalos ocorre geralmente à noite, entre 20 e 6 horas.
Os búfalos, quando
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