Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Compartilhe

Tag Cloud

Guzerá

Trabalho por Antonio André Vieira Barros, estudante de Veterinária @ , Em 22/04/2003

5

Tamanho da fonte: a- A+

GUZERÁ

Rio Largo, 22 de Março de 2002


INTRODUÇÃO

O que é o zebu?

É uma espécie de bovino caracterizada por trazer no dorso uma saliência muscular, entremeada de gordura, denominada cupim ou giba. A espécie zebuína está dividida em mais de 50 raças.

Como se originou? 

Os ancestrais das raças zebuínas se consolidaram no Centro da Ásia há mais de 30.000 anos. Por volta do ano 13.500, os arianos ocuparam parte do Egito e do norte da África, trocando mercadorias e gados que muito contribuíram para a fixação das raças zebuínas modernas, tanto na Índia como na África. Durante milênios, os arianos de diferentes regiões da Ásia Central traziam bovinos também diferentes. Esse gado foi dando forma às variedades de gado que hoje são as conhecidas raças indianas. (Olver, 1938) 

Qual a finalidade? 

Produzir leite, carne e seus derivados. Na Índia, o zebu é idolatrado e por este motivo não é abatido, sendo utilizado apenas para produção de leite e como animal de tração. No Brasil, os zebuínos são amplamente utilizados para produção de carne, leite, e seus subprodutos, constituindo-se num dos pilares da economia do país. 

Como veio parar no Brasil? 

O gado zebu, originário da Índia, foi introduzido no Brasil no início deste século. Foram trazidos exemplares das raças Nelore, Gir e Guzerá, além do Sindi e Kangayam que não tiveram expressividade em número de plantéis em nosso país.


GUZERÁ

ORIGEM

Originária da região da Ahmadabadh, Kaira, Baroda, Nariad, Pij, entre outros, no Estado de Gujarat, no centro da Costa Oriental da Índia, e geralmente integrada por animais de grande porte, ótimos para produção de carne e leite, a raça guzerá sofreu benéfica seleção ao ingressar em solo brasileiro. Na Índia, os criadores profissionais da raça, denominados Rabaús, Bharwads, são muito orgulhosos de seus plantéis, dedicando-lhes especial atenção.


CARACTERÍSTICAS

Os animais da raça guzerá se destacam à primeira vista por seu porte imponente, cabeça alta e chifres grandes, em forma de lira. A pelagem varia do cinza claro ao escuro, podendo ser branca nas fêmeas.

Em 1998, o Conselho Deliberativo Técnico das Raças Zebuínas aprovou a descorna de animais da raça guzerá. A pele preta, bem pigmentada, os membros bem desenvolvidos e bem musculados, permitem ao guzerá resistir a longas caminhadas sob o sol tropical, à procura de água e alimento. Adapta-se muito bem no Nordeste brasileiro, povoando desde áreas férteis litorâneas, passando pelo agreste, até o sertão semi-árido. Sua rusticidade permite-lhe atravessar longos períodos de seca, comuns no sertão nordestino brasileiro.

Como todas as raças zebuínas, apresenta baixo peso ao nascer (30 kg os machos e 28 kg as fêmeas), sem provocar qualquer dificuldade do parto, seja na primeira cria da novilha, ou nos partos subseqüentes. A habilidade materna e a boa produção de leite das vacas garantem o bom desenvolvimento dos bezerros na fase de aleitamento.

O ímpeto de ganho em peso dos animais da raça é muito bom, ultrapassando com facilidade médias superiores a 1000 gramas/dia em regime de confinamento. A produção leiteira de vacas adultas, em 305 dias de lactação, em manejo de nível regular, é muito boa. Não raro, vacas guzerá ultrapassam os 5000 kg de leite por lactação.

Raça extremamente fértil, reproduzindo-se mesmo em condições adversas, contribuiu muito para o azebuamento do rebanho nacional.

Contribuiu também para a formação de novas raças, como a Pitangueiras e o Guzolando, melhorando