Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Aflatoxicose em Suínos

Trabalho por Luiz Carlos Soares de Oliveira Junior, estudante de Veterinária @ , Em 25/11/2006

5

Tamanho da fonte: a- A+

Aflatoxicose


Introdução

A suinocultura, assim como as demais atividades do agronegócio brasileiro, têm a cada ano menores índices de retorno do capital investido, o que gera a necessidade de não se ter perdas em nenhuma das etapas do processo de produção, para obter um alto índice de produtividade. Os aspectos a serem considerados para evitar a perda na produção, dizem respeito à sanidade, nutrição, reprodução e manejo.

Dentro do que diz respeito à parte de sanidade, queremos destacar no decorrer deste trabalho uma micotoxicose causada pela aflatoxina produzida pelo fungo Aspergillus flavus e/ou Aspergillus parasiticus. Destacamos, que ela também se encaixa (dentro do contexto de produção) na cadeia de produção de carne suína, no aspecto de manejo nutricional, visto que a mesma é propagada através de grãos de cereais contaminados.

Esta doença foi descoberta nos anos 1960-1962 na Inglaterra, Hungria e Áustria, causando a morte de perus, o que deu o nome de "doença X dos perus". Na Hungria houve a perda de quase a totalidade dos patos criados intensivamente. Somente em 1965 foram registradas as primeiras aflatoxicoses diagnosticadas com segurança em perus. Na Inglaterra também houve a contaminação de bovinos e suínos nesta época. (Beer, 1999)

Segundo Bellaver (2006), o milho é o insumo mais utilizado na fabricação de rações para suínos, chegando a representar 40% dos custos totais da produção suína, o que nos revela que ele é o cereal mais utilizado na alimentação destes animais. Considerando que aflatoxicose ocorre principalmente em grãos de milho, devido ao manejo de colheita e armazenagem, estaremos discutindo neste trabalho sobre vários aspectos relacionados a esta importante doença dentro da suinocultura.


Intoxicação por Aflatoxinas

As aflatoxinas são metabólicos tóxicos produzidos pelos fungos Aspergillus flavus e Aspergillus parasiticus, que contaminam grãos de cereais armazenados, e podem ser encontradas na ração de animais em que são utilizados estes cereais contaminados. (Beer, 1999 e Sobestuansky, 1999)

1. Etiologia:

Segundo Beer (1999), são conhecidas oito aflatoxinas, sendo designadas com as letras "B" e "G" conforme suas propriedades fluorescentes, azul ou verde sob a influência da luz ultravioleta. Os fungos A. flavus e A. parasiticus produzem quatro aflatoxinas de maior importância, as toxinas B1 e B2, que sob luz ultravioleta emitem intensa luz azul e as G1 e G2, que emitem luz verde sob as mesmas condições. Ainda existem as aflatoxinas M1 e M2, que são segregadas do organismo animal, sobretudo pelas vacas de leite, como subprodutos metabólicos gerados durante o desdobramento da aflatoxina, sendo chamada de lactoxina. (Mallmann, 1994 e Beer, 1999)

A estrutura fundamental da molécula da aflatoxina é um núcleo de cumarin-difurano. Beer (1999) relata a semelhança entre as toxinas B1 e M1, sendo que a toxicidade delas frente a toxina B2 esta na proporção de 5:1, e quando comparada a G1 é de 2:1, já com a G2 esta proporção é de 10:1, conforme a DL50 para patinhos de um dia (ver tabela 1).

Tabela 1. D L50 para patinhos com um dia de idade (com base em 50g de peso vivo).

Aflatoxina B1 B2 G1 G2

DL50 18,2 84,8 39,2 172,5

(Adaptado de Beer, 1999)

Quando a umidade do milho estiver com índices em torno de 17%, esse fica mais sujeito à contaminação por aflatoxinas, que pode ocorrer tanto na lavoura, quanto durante o processo de colheita e armazenagem. As aflatoxinas são incolores, inodoras e não altera o sabor dos alimentos, o que torna o controle e diagnóstico de cereais contaminados mais trabalhoso, conforme veremos mais adiante. (Sobestuanky, 1999)


2. Epidemiologia: