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Raiva

Trabalho por Maria Fernanda Falk, estudante de Veterinária @ , Em 22/04/2003

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RAIVA


1-Brasil

A raiva é uma doença muito delicada de ser tratada, pois tem um impacto social muito forte.

No sul do Brasil deve ser tratada diferencialmente que no restante do país.

Para a região sul citarei principalmente os métodos preventivos como meio de sustentar os baixos níveis já existentes.

A imunização em massa deve ser mantida como forma de não reincidência da doença em meio urbano, animais vindos de outras regiões, para ingressarem no estado deveriam possuir certificado de vacinação. Mantendo os animais domésticos vacinados a chance destes pegarem raiva de animais selvagens é muito menor, pois o número de suscetíveis baixa, diminuindo consequentemente o risco para humanos.

Na região sul, e em todo o país os profissionais que tenham contato constante com animais devem ser imunizados contra a raiva. Os caçadores em geral também, pois é maior a chance de um encontro destes com animais selvagens não vacinados.

Em meio rural, o fator econômico da perda de gado, conseqüente do ataque de morcegos deve ser fator de pressão aos meios públicos para que efetuem a imunização do gado.

Visto que com o tempo o número de animais selvagens (principalmente morcegos) acometidos por raiva tende a aumentar, a população rural deve ser orientada na maneira de construírem casas e estábulos para que os morcegos não possam penetrar. A reforma das casas já existentes deve ser financiada pelas prefeituras locais onde a população de morcegos for maior.

Todos os animais do país diagnosticados com raiva devem ser sacrificados, e os com suspeita devem ser capturados pelas autoridades competentes para uma possível confirmação.

Em todo o país a vacinação anual dos animais domésticos deve ser seguida e reforçada por campanhas de orientação.

A população deve ser informada que a doença é letal e não tem cura e que no caso de agressão de animais elas devem procurar imediatamente o sistema de saúde para que possam se tratar adequadamente, e o animal deve ser mantido sob observação.

No norte do país, onde os estados são menos afortunados a raiva ainda é motivo de algumas mortes, que poderiam ser evitadas. Nesta região a providência a ser tomada é melhorar as campanhas em dois pontos básicos:

  • Aumentar a cobertura territorial da vacinação, fazendo-a chegar aos pontos mais remotos, seja à cavalo, de barco ou helicóptero.
  • Orientar a população com linguagem acessível (indígena se necessário), para a importância de vacinarem animais domésticos, evitarem mamíferos selvagens, como macacos, e principalmente de procurarem ajuda médica ante a qualquer agressão de mamíferos que venham a sofrer.

Outro problema enfrentado no nordeste do Brasil é a raiva por raposas, estes animais que normalmente evitam os humanos e cães, quando doentes por raiva, perdem o medo e podem atacar caçadores e outras pessoas desavisadas. Como a vacinação para este tipo de animais ainda é "futuro" em nosso pais, podemos evitar maiores riscos orientando sobre as precauções e procedimentos a serem tomados.

A raiva em humanos, por morcegos hematófagos que alimentavam-se de gado, em campos que são destinados à plantação, é muito elevada. Quando um campo for passar por estas mudanças a população local deve ser avisada previamente para que sejam tomadas as devidas providências.

Os médicos veterinários, e profissionais de saúde em geral devem ser avisados da importância de notificarem os novos casos e suspeitas, só assim saberemos as proporções da doença e poderemos influenciar melhor o governo para atitudes mais drásticas em relação ao assunto.

Acredito que seguindo esta linha de atitude no Brasil, a raiva pode ser controlada e posteriormente, com medidas mais específicas, erradicada.


2-EUA

A raiva nos EUA é muito mais complicada que no brasil, pois houve uma mudança em seu perfil na metade do século, depois de tida como controlada, ela aos poucos