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Anticoagulantes, Antiplaquetários, Trombolíticos e Antifibrinolíticos

Trabalho por Luiz Carlos Soares de Oliveira Junior, estudante de Veterinária @ , Em 16/04/2005

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Anticoagulantes, Antiplaquetários, Trombolíticos e Antifibrinolíticos


INTRODUÇÃO

O funcionamento normal dos componentes sangüíneos que tem por função inibir sangramentos, hemorragias assim como preveni-los são fundamentas para que o organismo permaneça sempre em equilíbrio, chamado de hemostase. Os mecanismos fisiológicos que mantém a hemostase sangüínea chamamos de hemostasia.

Este trabalho tem por objetivo expor os mecanismo fisiológicos do controle da hemostasia e os fármacos que podemos utilizar para prevenir ou tratar distúrbios no mecanismo de hemostasia. Sendo estes fármacos classificados como agentes anticoagulantes, antiplaquetários, antitrombolíticos e trombolíticos.


Mecanismo Geral da Hemostasia e da Coagulação Sangüínea

A hemóstase normal é um equilíbrio delicado entre processos pró-coagulantes, anticoagulantes e fibrinolíticos nos vasos sangüíneos. O dano à parede dos vasos sangüíneos inicia uma série complexa de eventos envolvendo plaquetas, células endoteliais e proteínas da coagulação que resulta na formação de um coágulo. Qualquer dano causado a parede do vaso sangüíneo causa desequilíbrio da hemóstase, e a interrupção na perda de sangue do vaso lesado é a Hemostasia.

A série complexa de eventos inicia-se com a adesão plaquetária às macromoléculas nas regiões subendoteliais até a ativação dos fatores de coagulação e a formação do coagulo de fibrina, que impede a saída do sangue pela lesão vascular . Este processo é dividido em diferentes fases, a saber:

Fase vascular: nesta fase inicia-se o processo de hemostasia, dentro de segundos após um traumatismo ou rompimento da parede vascular, a fim de retardar a saída de sangue do vaso lesado. Este processo vasoconstritor local é rápido, durando cerca de 20 a 30 minutos, a partir dos quais seguem-se as fases de agregação plaquetária e coagulação sanguínea propriamente dita.

Fase plaquetária: concomitantemente à contração da parede vascular ocorre adesão de plaquetas no local da lesão, formando um tampão ou um trombo de plaquetas. A manutenção deste processo é estimulada pela liberação e agregação de constituintes plaquetários, os quais também atuam para desencadear as fases subseqüentes para a formação do coágulo sanguíneo. A aderências das plaquetas a um local da parede do vaso ocorre através da interação entre os receptores da glicoproteína integrina com as proteínas da matriz, como o colágeno. As plaquetas ativadas liberam os conteúdos de seus grânulos durante a agregação e estimulam a atividade pró-coagulante proporcionando superfícies de ligação fosfolipídicas para os complexos enzimáticos na cascata de coagulação.

Fase de coagulação sanguínea: a coagulação sangüínea refere-se a transformação do sangue liquido em gel sólido ou coágulo. O principal evento consiste na conversão do fibrinogênio solúvel em filamentos insolúveis de fibrina, a ultima etapa de uma complexa cascata de enzimas, que é denominada Cascata de Coagulação. Estas enzimas são os fatores presentes no sangue na forma de precursores inativos ("zimogênos") de enzimas proteolíticas e co-fatores, que são ativados por proteólise. As formas ativas são designadas pelo sufixos "a". Os fatores XIIa, XIa, IXa, Xa e a trombina (IIa) são, todos eles, serina proteases. A ativação de uma pequena quantidade de determinado fator catalisa a formação de quantidades ainda maiores de outro fator posterior, e assim sucessivamente, de modo que esta cascata proporciona um mecanismo de amplificação.

A fase inicial do processo de coagulação sanguínea implica a formação do ativador de protrombina e é a fase mais complexa e, então, ser produzida por duas vias básicas: a via intrínseca (estimulada por traumatismo ou alteração no próprio sangue, sendo assim chamada devido a todos seus componentes estarem presentes no sangue), e a outra via extrínseca estimulada pela lesão vascular (sendo assim chamada devido a alguns de seus componentes provém de locais fora do sangue). A via extrínseca é particularmente importante no controle da coagulação sanguínea no corpo e pode ser denominada com muita precisão de via in vivo. A