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Doença de New Castle

Trabalho por Avelino Caetano de Osti, estudante de Veterinária @ , Em 07/06/2004

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Doença de New Castle


Assim denominada por ter sido pela primeira vez identificada em Newcastle, na Inglaterra.       

New Castle é uma doença aviária infecciosa e altamente contagiosa, afeta principalmente galinhas e perús.

A característica mais importante da enfermidade é de tornar-se endêmica, uma vez introduzida em determinada área, dificilmente podendo ser erradicada.

ETIOLOGIA: cauda por um RNA-vírus, da família Paramixovirídae; se propaga rapidamente e produz sintomas respiratórios, acompanhados geralmente por sintomas nervosos e com mortalidade variando entre 0-100%.

SINAIS CLÍNICOS
:

  • Queda violenta no consumo de ração ;
  • Espirros, tosse, dificuldade de respirar, e outros sintomas respiratórios ;
  • Paralisia parcial ou incompleta, tremores, torcedura do pescoço, cambalhotas para tráz, - - - caminhadas em círculos ;

PATOLOGIA:

  • Muco no interior da traquéia ;
  • Hemorragias no pró ventrículo ;
  • Sacos aéreos opacos ou amarelos ;

PROFILAXIA:

A profilaxia, o controle e a erradicação da DNC consistem na aplicação das seguintes medidas de defesa sanitária animal:

  • notificação dos focos da doença;
  • assistência aos focos;
  • sacrifício de aves;
  • desinfecção;
  • vacinação de aves;
  • fiscalização do trânsito de aves.

TRATAMENTO:

Pode-se fornecer vitamina A para ajudar a ave a recuperar os epitélios do sistema respiratório, porém legalmente está proibido o tratamento das aves com a doença de New Castle, já que tais medidas contribuem para difundir mais esta doença.


VÍRUS DA DOENÇA DE NEW CASTLE (VDN)

CLASSIFICAÇÃO

Ordem Família Sub-família Gênero Espécie
Mononegavirales Paramixoviridae Paramixovirinae Rubulavirus Vírus da Doença de Newcastle

 

CARACTERÍSTICAS DO VIRION

  • Tamanho: aproximadamente 180 nm de diamêtro
  • Simetria: helicoidal, com morfologia aproximadamente esférica
  • Envelope: bicamada lipídica com glicoproteínas, sendo que os lipídeos são derivados da célula hospedeira.

ÁCIDO NUCLEICO

Tipo: RNA de fita simples

Polaridade: negativa

Tamanho (em nucleotídeos): 15.156 b, correspondendo a 5 x 106 Da

PROTEÍNAS

Estruturais: Proteína do nucleocápside (NP), Fosfoproteína (P), Proteína L (polimerase)

Não estruturais: Proteína da matriz (M), proteína de fusão (F), Hemaglutinina-neuraminidase (HN)

TIPOS

Sorológico: Apenas um sorotipo.

Patotipos: Existem 4 patotipos de VDN em galinhas, classificados conforme a virulência em lentogênicos, mesogênicos, velogênicos viscerotrópicos e velogênicos neurotrópicos.

Genômicos: Atualmente acredita-se que as diferenças de virulência estejam relacionadas a drifts nos genes responsáveis pela codificação das proteínas F e HN,  principalmente com mudanças no sítio de clivagem da proteína F, sendo que alguns autores agrupam as cepas conhecidas em até 12 grupos diferentes.

HOSPEDEIROS

Todas as espécies de aves são consideradas susceptíveis. Mamíferos podem funcionar como vetores mecânicos, além do homem que pode apresentar doença sob a forma de conjuntivite branda, auto-limitante, uni ou bilateral. Estudos afirmam haver a necessidade de lesão conjuntival prévia para ocorrer a infecção em humanos.

TRANSMISSÃO

Ingestão ou inalação de partículas virais que podem estar presentes em todas as secreções e excreções do animal contaminado, mas principalmente nas secreções respiratórias e fezes. O contato pode ser direto (ave-ave), ou por transmissão aérea, pessoas, equipamentos, água e vacinas contaminadas.

PATOGENICIDADE E CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

Varia conforme o tipo de vírus, com a espécie, com a idade e com as condições do hospedeiro, desde uma infecção assintomática até morte súbita sem sintomas prévios, podendo apresentar sintomas respiratórios, digestivos e neurológicos, isto é, apatia, anorexia, descarga ocular