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Discursos Contemporâneos da Saúde Mental

Trabalho por Tiago Effting, estudante de Terapia Ocupacional @ , Em 02/04/2006

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DISCURSOS CONTEMPORÂNEOS DA SAÚDE MENTAL

Joinville, 31 de maio de 2005


INTRODUÇÃO

O trabalho seguinte tem como objetivo abordar os modelos assumidos pela Terapia Ocupacional a partir do novo direcionamento dado à Saúde pela atual Constituição Brasileira.

Será relatado antes de forma breve o surgimento da psiquiatria.

O desenvolvimento do trabalho explicará de forma precisa os três principais discursos contemporâneos da Saúde Mental.


HISTÓRICO DA PSIQUIATRIA

O surgimento da psiquiatria no Brasil se deu com a criação, em 1852, do Hospício de Pedro II, tendo em vista observar os fatores implicados na fundação do Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (Ipub). O Ipub vem expressar no campo psiquiátrico uma nova correlação de forças entre a prestação de uma assistência pública e a produção de uma ciência psiquiátrica brasileira.

A Psiquiatria, como especialidade médica, tomando Philippe Pinel (1745-1826) como seu marco inicial, estaria completando duzentos anos. A psiquiatria nasceu dentro dos asilos e da necessidade de abrigar, proteger, cuidar, investigar, diagnosticar e tratar os indivíduos que da loucura fossem acometidos. Fica bastante claro que os loucos existiam antes do que os psiquiatras, e que a loucura representa um tremendo desafio para todos interessados em estudá-la. A loucura é um desafio que muitas outras áreas do conhecimento se associam neste processo de investigação dos seus segredos: filósofos, sociólogos, antropólogos, neuroscientistas, psicofarmacologistas.

Alguns nomes se destacaram na história da psiquiatria:

Nise da Silveira em 1946 fundou a Seção de Terapêutica Ocupacional no antigo Centro Psiquiátrico Nacional, fundou o Museu de Imagens do Inconsciente e fundou a Casa das Palmeiras com a ajuda de amigos em 1956 entre outras instituições que tiveram grande importância na história da psiquiatria. Em 1961 Nise foi chamada pelo Presidente Jânio Quadros para a apresentação de um plano de desenvolvimento da terapêutica ocupacional nos hospitais psiquiátricos federais, mas este plano não chegou a ser executado. Ela foi aposentada pela Divisão Nacional da Saúde Mental com a carreira de Médica Psiquiátrica.

Herman Simon nascido na Alemanha fez uso das ocupações dando maior ênfase a praticada nos hospitais psiquiátricos, traçava seu tratamento objetivando recursos curativos. Em 1905 Simon desenvolveu um esquema de Terapia Ocupacional e a aplicou em todo o hospital, devido a este fato ficou conhecido nos hospitais de toda Europa.

E Ulisses Pernambuco em 1931 com a criação da Assistência a Psicopatas ele introduziu a ocupação terapêutica no Nordeste do Brasil. Sua proposta era de uma ação intra e extra hospitalar visando aspecto de prevenção, cura e reabilitação, ele tinha como base teórica uma das obras de Simon.


CONTEXTO ATUAL DA SAÚDE MENTAL E A TERAPIA OCUPACIONAL

Atualmente falar de saúde mental não se baseia apenas nos manicômios e sim nos Movimentos Sociais que os denunciaram proporcionando frutíferas experiências.

A Reforma Sanitária atual define saúde como um efeito real de um conjunto de condições coletivas de existência, como direitos de cidadania, direito ao trabalho, salário justo e política. Essa nova proposição implica num novo paradigma que encaminha-se na perspectiva de uma atenção a pessoa, considerada sujeito de sua própria cura.

A medicina hoje não encontra respostas para assistência ao doente mental que fragmenta o indivíduo. A Terapia Ocupacional pode indicar uma tecnologia diferenciada e mais coerente com as questões levantadas de modo mais integralizado.

Com relação às políticas de saúde do Brasil, observamos que ela tem sido marcada pela dicotomia entre saúde pública e previdenciária, pela política do privilegiamento dos serviços privados e pela prática regida pelo mercado.

A consolidação dos modelos que