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Articulação Temporomandibular

Trabalho por Eduardo Augusto Druzik, estudante de Odontologia @ , Em 22/04/2003

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ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR


INTRODUÇÃO

ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR

A articulação temporomandibular é uma articulação sinovial e, portanto, permite amplos movimentos da mandíbula em torno de um osso fixo que é o temporal.

É uma articulação bilateral, interligada pela mandíbula e interdepende, com movimentos próprios para cada lado porém simultâneos, podendo ser considerada como uma única articulação. É como se nós uníssemos as mãos direita e esquerda e, sem dobrar punhos e cotovelos, realizássemos movimentos com os membros superiores; a articulação do ombro direito não se movimentaria isoladamente, isto é, sem a movimentação da articulação do ombro esquerdo.

Há também uma relação de interdependência da ATM com a oclusão dos dentes de ambos os arcos, o que a torna peculiar e funcionalmente complexa. Outras peculiaridades da ATM, que a distinguem das demais articulações do corpo, são: o revestimento de fibrocartilagem e não de cartilagem hialina; a cabeça da mandíbula cresce na superfície, sem cartilagem epifisária; as faces articulares são bastante discordantes; um disco articular se coloca entre as faces articulares; tem movimentos de rotação e de translação associados; impulsos proprioceptivos são gerados também ao nível dos dentes e estruturas bucais.

Faces articulares ósseas

As partes ósseas da ATM são a cabeça da mandíbula ( conhecida pelos clínicos com côndilo) e eminência articular e fossa mandibular do temporal.

Cartilagem articular

As faces articulares temporal e condilar são cobertas por cartilagem fibrosa. Ambas as camadas têm espessuras variáveis, segundo o local que cobrem. São particularmente espessas na vertente anterior da cabeça da mandíbula e na vertente posterior da eminência articular. Funcionalmente estas áreas são as mais importantes, pois são estes os locais de impacto desta articulação e a quantidade maior de fibrocartilagem resiste melhor a esse impacto. Nas demais áreas a pressão exercida fica muito aquém em magnitude. No fundo da fossa mandibular, por exemplo, a cartilagem fibrosa é muito delgada. Este fato indica que as transferências de forças da mandíbula para o temporal neste local é diminuta. Portanto, o côndilo não exerce força diretamente na fossa mandibular.

Disco articular

Uma placa fibrocartilaginosa se coloca sobre a cabeça da mandíbula como se fosse um boné colocado na cabeça de uma pessoa. A extensão anterior do boné corresponde à parte anterior do disco que excede os limites da cabeça da mandíbula e se coloca em contato com a eminência articular. Acima, não se prende em nenhuma área do temporal, mas na cabeça da mandíbula insere-se fortemente em dois pontos: nos pólos medial e lateral. Isto significa que a mandíbula pode girar abaixo do disco articular sem que este se movimente, mas nos movimentos de translação o disco obrigatoriamente acompanha o deslocamento da mandíbula. Um descompasso entre o disco e mandíbula (se estiver com suas conexões distendidas ou desinserido), nesses movimentos, pode provocar ruídos articulares (estalidos ou crepitação).

Adaptando-se bem às faces articulares, o disco articular regulariza a discrepância anatômica existente entre as mesmas, absorve choques e promove uma movimentação suave da ATM. A parte central do disco é bem delgada em comparação com sua periferia. Esta é ligada à cápsula articular que fecha a articulação. Com esta conexão periférica, e por se colocar entre as superfícies articulares, o disco divide a cavidade articular em dois compartimentos, o supradiscal e o infradiscal.

A borda anterior do disco, além de se fusionar com a cápsula articular, mantém contato com fibras do músculo pterigóideo lateral ( cabeça superior). Posteriormente, a fusão com a cápsula é intermediada pelo coxim retrodiscal, uma camada bem vascularizada e inervada, de tecido conjuntivo frouxo com fibras elásticas.

Cápsula articular

A ATM é