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Aids, Doença Periodontal e Cirurgião Dentista

Trabalho por Alan França Bandeira, estudante de Odontologia @ , Em 22/04/2003

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Aids, Doença Periodontal e Cirurgião Dentista


A DESCOBERTA:

Sinopse interpretativa do filme "...E a vida continua"

Quando os primeiros casos de AIDS surgiram – por volta de 1980 –, esta era uma síndrome jamais vista e, portanto, desconhecida pelos cientistas. Os indícios de uma nova doença surgem quando alguns homossexuais começam a morrer de pneumonia pneumocística, uma doença tratável, passível de cura e que segundo os médicos "não matava ninguém". Porém, aqueles pacientes não respondiam à terapêutica convencional e apresentavam índices de linfócitos – células de defesa orgânicas – muito baixos ou nulos.

A partir daí, cientistas são mobilizados para descobrir a causa das mortes e travam uma árdua batalha contra o tempo que, infelizmente perdura até os dias de hoje. Pesquisadores americanos e franceses desenvolvem pesquisas paralelas e em diferentes áreas, mas o grupo dos americanos é que trata da "parte sócio-cultural" da doença, buscando encontrar o paciente zero – aquele que teria dado início ao ciclo proliferativo da doença – e relacionar a síndrome à um grupo de contaminados. A princípio, todos pensavam que esta fosse uma "Doença dos Gays" e estivesse presente apenas em homossexuais, tendo sua transmissão restrita aos ambientes freqüentados por eles. Nesse contexto, surgem severas discussões e entraves ao trabalho dos cientistas americanos que ao apresentarem projetos para fechar saunas freqüentadas pelos homossexuais têm neles um grande obstáculo pois estes não aceitam e a polêmica pública prejudica o destino de verbas para as pesquisas.

Mesmo trabalhando sem infra-estrutura adequada e em laboratórios precários, os cientistas americanos conseguem evidências de que a doença é transmitida por um vírus. Surge, então, outra preocupação: os bancos de sangue para transfusões. Os pesquisadores acreditavam que o sangue armazenado em alguns bancos de sangue pudesse estar contaminado e infectar pessoas que fizessem transfusões; tentem fechar estes reservatórios e são novamente atacados pela opinião pública e pelo Conselho Médico Regional que discorda das suas opiniões e impõe dificuldades para a seqüência de pesquisas.

Mas com o decorrer do tempo, sabendo-se que a doença estava relacionada a um vírus – suposição confirmada posteriormente quando surgem casos de pacientes do sexo feminino –, as pesquisas tomam o caminho para descobrir qual seria este microorganismo. É aí que os cientistas têm que trabalhar em conjunto e os franceses conseguem identificar um provável agente que se assemelha ao descoberto por outro pesquisador americano que desenvolvia pesquisas na área de retrovírus. Então, os americanos fornecem material de pesquisa (sangue contaminado) de doentes de Aids para que testes sejam feitos. Quando provam que aquele retrovírus é o agente causador da Aids ambos os laboratórios querem ser reconhecidos como o descobridor do vírus da Aids, desencadeiam uma luta judicial, mas entram em acordo para assumir a autoria da descoberta.

Atualmente, os médicos retratados no filme continuam suas pesquisas em busca da vacina que possa prevenir e curar a Aids.

AIDS, ESTIGMA E CORPO

(Fernando Seffner)

O texto é baseado no convívio com integrantes do Grupo de Mútua Ajuda para soropositivos que funciona junto ao GAPA em Porto Alegre/RS e trata da questão AIDS e MORTE, da relação dos indivíduos soropositivos, assintomáticos ou não, com seu corpo, com os sinais enunciadores da doença: as infecções oportunistas que são as conseqüências orgânicas.

O indivíduo soropositivo se encontra numa situação de "MORTE ANUNCIADA", ou seja, o soropositivo trata a questão da morte sob uma percepção mais próxima e presente. Todos sabemos que vamos morrer, mas os HIVs positivos vêem a "cara da morte" bem de perto. Como decorrência dessa situação, há a "MORTE CIVIL", entendida como a redução dos direitos de cidadania, gerada por demissão de emprego, discriminação,