AIDS e A Biossegurança no Consultório Odontológico
1 Introdução
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma infecção pelo vírus HIV, identificada em 1981. Manifestações orais podem ser de origem bacteriana, viral, fúngica, neoplásica ou desconhecida. Leucoplasia pilosa e candidíase oral podem ser os primeiros sinais da doença. A biossegurança no consultório odontológico deve ser estrita, minimizando riscos de contaminação (TOMMASI, 1989).
A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença contagiosa e letal, causada pelo vírus HIV. É muito importante que se tenha o conhecimento dos sinais e sintomas da doença. Diferentes lesões envolvendo cabeça e pescoço estão sendo associadas à esta patologia e algumas manifestações orais são consideradas os primeiros sinais e sintomas da doença (ROSSA & MARCANTONIO, 1991).
Todos os pacientes devem ser considerados de risco e é importante que se faça o controle da AIDS através dos métodos de biossegurança e inativação do HIV (ROBBINS, 1998).
De há muito tempo sabemos que os profissionais da Odontologia tem em seu trabalho riscos de contrair doenças infecto-contagiosas que além do ônus para sua saúde e produtividade, pode transmitir a infecção para seus pacientes ou mesmo familiares (CATALDO, 1990).
O risco estimado de infecção pelo HIV ,decorrentes de acidentes de trabalho envolvendo contato com sangue e fluidos orgânicos é de 0,5 % em média, variando conforme o tipo de exposição: percutânea (pérfuro-cortantes) ou em pele e mucosas integras (MAGALHÃES, 1993).
Objetivo do presente trabalho é esclarecer a importância do conhecimento dos profissionais da Odontologia referente ao contágio, sintomas, tratamento, precauções e biossegurança contra o vírus da Imunodeficiência Adquirida, garantindo a sua saúde e dos demais pacientes.
2 Revisão de Literatura
2.1 - AIDS e HIV
A sigla AIDS designa, em inglês, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Embora sua sigla em português seja SIDA, é o termo AIDS que vem sendo amplamente utilizado no Brasil (ROBBINS, 1998).
Segundo FILHO, PITELA & PEREIRA (1994), síndrome diz respeito a um conjunto de sinais e sintomas que podem ser produzidos por mais de uma causa. Imunodeficiência se traduz na incapacidade do organismo, através de seu sistema imunológico, de se defender dos diversos agentes causadores de doenças. E adquirida nos remete a algo que se contrai em algum período dentro de um processo ao longo da vida.
A AIDS, portanto, é uma condição na qual se manifesta um conjunto de doenças, devido à incapacidade do organismo de se defender (ROBBINS, 1998).
Normalmente percebe-se uma seqüência de etapas que culminam na AIDS: em primeiro lugar, a aquisição do vírus por meio de determinadas situações consideradas de risco; em seguida, um período de constante equilíbrio entre a carga viral e o conjunto de células responsáveis pela imunidade do ser humano; posteriormente, o início do desenvolvimento da incapacidade do organismo se defender, manifestada pelo aparecimento de alguns sintomas ao mesmo tempo e, finalmente, a manifestação de algumas doenças relacionadas à AIDS (ZITTOUN, 1986).
Na AIDS, a condição de imunodeficiência é provocada por um vírus, denominado Vírus da Imunodeficiência Humana, designado pela sigla em inglês HIV, também adotada no Brasil (NAUD, 1993).
Fica fácil entender que a AIDS não se transmite, mas se desenvolve. O que se transmite é o vírus causador da imunodeficiência que desencadeia a AIDS: o HIV. Viver em tempos de AIDS requer que se conheçam bem as circunstâncias em que se corre o risco de contrair esse vírus - às quais denominamos "situações de risco" (NAUD, 1993).
2.1.1 Tratamentos contra AIDS
O HIV é um vírus classificado como retrovírus porque possui apenas RNA na composição de seu material
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