Cárie
Introdução
Nos últimos anos, a Odontologia vem passando por um processo de grandes transformações. Isto vem ocorrendo em suas diversas especialidades, incluindo a Dentística Restauradora, através do desenvolvimento tecnológico de novos materiais mas, principalmente, na que diz respeito à área da Odontologia que, dentro da filosofia de promoção de saúde bucal, enfatiza a prevenção das doenças ainda altamente prevalentes. Inúmeros estudos clínicos e laboratoriais têm contribuído para o aprofundamento do conhecimento sobre a etiopatogenia da cárie dentária e da doença periodontal, auxiliando os profissionais a combater e controlar sua instalação e progressão, posto que atingem a maioria da população brasileira.
Infelizmente, até hoje em dia, a cárie dentária não vem sendo tratada como uma doença infecto-contagiosa, transmissível, mas que pode ser combatida. Ainda existem profissionais que abordam o problema equivocadamente, quando apenas se preocupam com a remoção da parte já destruída do dente e sua restauração, sem se preocupar com as causas que provocaram o problema. Apesar dos evoluídos materiais aplicados e das modernas técnicas restauradoras, não há qualquer garantia que a doença seja interrompida, fazendo com que, em curto período de tempo, o paciente volte ao consultório odontológico, para novamente tratar aquele mesmo dente. Existe comprovação para a afirmação de que 2/3 de todo trabalho restaurador, executado por dentistas em pacientes adultos, está relacionado com a substituição de restaurações fracassadas, mesmo que possam ter sido originalmente confeccionadas por profissionais hábeis e competentes e, por isto, consideradas tecnicamente perfeitas. Mesmo assim, elas não são capazes de resistir às condições adversas do meio bucal.
Dentro deste contexto, pode ser afirmado que o fato de haverem dentes perfeitamente restaurados, não significa o relaxamento dos cuidados necessários para a manutenção das condições favoráveis à contínua e persistente preservação das estruturas dentárias. Se há saúde bucal e se ela é preservada, a doença tem dificuldade em se reinstalar, permitindo que as restaurações realizadas em outra fase, possam ser mantidas por tempo duradouro ou, até mesmo, indefinidamente. A cárie deve ser vista como uma doença passível de ser prevenida e controlada e não como uma fatalidade pela qual o ser humano está sempre sendo exposto. Além disto, é preciso esclarecer que não existem "dentes fracos" e que a doença não é hereditária e nem determinada geneticamente.
CÁRIE:
A cárie é uma doença que é transmitida de um indivíduo para outros através de uma bactéria da família Streptococcus. Esta bactéria juntamente com outros fatores super importantes, vai causar a destruição localizada dos tecidos dentais, que nada mais é do que a desmineralização dos tecidos dentais que é causada pelo ácido láctico, produzido pela fermentação bacteriana dos carboidratos da dieta, geralmente a sacarose.
Bactéria -> Ácido láctico - >Desmineralização
O primeiro estágio da cárie é a mancha branca nos dentes. Trata-se de uma lesão reversível: isto é, pode ocorrer remineralização da lesão se medidas corretas forem tomadas: uso racional de flúor e manutenção de boa higiene oral. A mancha branca , cuja superfície é lisa e brilhante, significa que a lesãoé inativa. A mancha branca, cuja superfície é opaca e rugosa, significa que a lesão está ativa e a cárie evoluirá se nenhum tratamento for instituído. Caso não ocorra o tratamento nesta fase a cárie evoluirá. E é quando a cárie começa a ser percebida através da cavidade que forma na superfície do dente, decorrente da perda mineral no dente afetado (a desmineralização).
A primeira parte a ser afetada do dente é o esmalte, quando a cárie ainda está no esmalte não dói. Quando aprofunda-se e chega na dentina, o dente fica sensível, pois a dentina recebe prolongamentos do nervo. Se a lesão de cárie não for tratada, ela se aprofunda até atingir a polpa, onde encontram-se os nervos e os vasos sanguíneos. Neste
Ferramenta