Técnicas Radiográficas Utilizadas na Odontopediatria
1. Introdução
O exame radiográfico é fundamental e indispensável entre os dados necessários para a elaboração do diagnóstico e plano de tratamento. É um exame complementar e sua interpretação sempre deve ser considerado em conjunto com anamnese, exame clínico e outros dados, e nunca isoladamente.
2. Importância
O mais importante auxiliar de diagnóstico ainda são os raios x, descobertos em 1895 por Roentgen.
Eles são imprescindíveis quando desejamos tratar crianças com uma maior margem de segurança.
A literatura é abundante em dados estatísticos, demonstrando como a cárie pode passar despercebida na ausência de um exame radiográfico. Hennon et al (1969), observaram que 75% das cáries interproximais não poderiam ser detectadas sem o uso de radiografias.
3. Indicações
4. Manejo da Criança
Para se obter uma boa radiografia, é necessária a cooperação da criança, aliada a uma técnica correta e adequada.
Nenhuma técnica terá sucesso completo se não houver cooperação do paciente e certa habilidade do profissional.
Dependendo da criança, a própria visão do aparelho de raio x poderá ser assustadora ou apenas curiosa, cabendo ao profissional, de uma forma simples e ao alcance da compreensão da criança, explicar a sua utilização.
Todas as radiografias deverão ser realizadas depois de se efetuar o exame clínico e se obter uma história clínica do paciente.
Devemos nos certificar que todos os ajustes no aparelho de Raio X foram feitos.
O paciente deve estar protegido
Avaliação da capacidade de cooperação da criança (evitar exposição de radiação desnecessária)
Usar a técnica de manejo: dizer, mostrar, fazer.
Fazer analogia do aparelho de Raios-X à uma máquina fotográfica
Selecionar o filme adequado
Para facilitar, primeiramente toma-se as radiografias mais fáceis, (regiões Antero superior e Antero inferior) deixando os mais difíceis para o final.
Obs: A técnica tem que estar adequada à criança, tanto física como emocionalmente.
5. Proteção contra radiações
A proteção contra as radiações é pouco valorizada na clínica odontológica, porém, deveria merecer maior atenção, especialmente tratando-se de crianças, pois a ação nociva das radiações sobre os tecidos vivos é intensamente proporcional à idade do paciente. Assim, quanto mais jovem, maior será a possibilidade de seus tecidos serem lesados pelos efeitos nocivos dos Raios X.
O dentista deve observar algumas medidas práticas para diminuir a quantidade de radiação primária e secundária recebida pelo paciente:
Obs: O profissional não deverá segurar o filme na boca do paciente à evita o acúmulo
Ferramenta