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Materiais Restauradores Sistema In-Cream

Trabalho por Marcio Antonio Battistella, estudante de Odontologia @ , Em 22/04/2003

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SISTEMA IN-CERAM


INTRODUÇÃO

Desde os primórdios, cientistas, odontólogos e protéticos se esforçam para obter restaurações sem metal com efeito de profundidade que permita a passagem da luz, sem sombras. As coroas de jaqueta, sempre tiveram sua importância, quase legendária, não se pode negar a esta técnica certa importância e naturalidade. Seu inconveniente, a longo prazo, era a deficiente resistência, adaptação marginal e, de certa maneira, a difícil técnica de preparação.

Para se oferecer restaurações de cerâmica sem metal, somente poderia tratar-se de um sistema com o qual se pudesse eliminar amplamente todos os inconvenientes enumerados das coroas de jaqueta.

Nos últimos dez anos, foram desenvolvidos sistemas de porcelana, fundida ou prensada, trazendo melhorias na dureza e na estética do material cerâmico, através da incorporação do Al2O3 (óxido de alumínio), para substituir o metal. Surgiram vários sistemas como Dicor, Cera Pearl, Dicor Plus e Empress. Após vários anos de estudo, o Dr. Sadoun, da França, em conjunto com a VITA Zahnfabrik, desenvolveu o In-Ceram e o lançou em 1989.

O sistema In-Ceram, é um sistema de cerâmica de óxido de alumínio infiltrada com cristais, o que lhe oferece restaurações com excelentes valores físicos. De acordo com Schwickerath, a resistência à torção de In-Ceram, chega a valores que se aproximam aos de pontes de cerâmicas sobre estrutura de metal nobre.

O elevado ajuste de In-Ceram se baseia no fato de que neste método não se trata da cocção úmida de partículas de cerâmica. Trata-se mais de uma cocção no limite das partículas, onde as mínimas oscilações se vêem compensadas pela escassa expansão do gesso especial.


COMO FUNCIONA IN-CERAM

In-Ceram é um método que provém do professor Sadoun de Paris e que foi desenvolvido pela Vita. A matéria-prima In-Ceram é óxido de alumínio de grão fino.

Mistura-se com um líquido especial até formar uma suspensão que o protético aplica sobre um "muñon" de gesso especial e, em seguida, realizar a cocção num forno especialmente desenvolvido para isso.

Mediante essa segunda cocção, a estrutura de óxido de alumínio sinterizada se infiltra com vidro, obtendo, desta maneira sua extraordinária resistência.


INSTRUÇÕES PARA O PREPARO
:

A técnica de preparo é da maior importância para o tratamento clínico. A capacidade de impacto da cerâmica é determinada pelo desenho do preparo. O preparo se destina a apoiar a margem da restauração com uma distribuição de impacto uniforme, sem oclusão máxima. Em comparação com restaurações metálicas, a possível ocorrência e alastramento de rachaduras na cerâmica levam à redução da tolerância do material devido a defeitos e erros no preparo.

  • A margem deve ser preparada na forma de ombro com um ângulo de linha axiocervical arredondado.
  • O preparo de uma câmara é possível desde que se garanta um apoio mecânico.
  • Redução marginal definida: 0,6 mm a 1,2 mm dependendo da forma do dente, características individuais e, se necessário, das modificações do preparo.
  • Desgaste oclusal de 1,5 mm a 2,0 mm.
  • Limite de preparo axial, sem ondulação, uniforme e sem sulcos.
  • Ablação de camadas levando em consideração os contornos anatômicos.

É claro que, além do cumprimento destas instruções, a estabilidade e retenção da coroa no remanescente dentário preparado devem ficar garantidas por uma altura axial suficiente e por um ângulo de convergência definido.

A altura do limite marginal do preparo, relativo à gengiva marginal, é definida como em coroas convencionais.

Ombro com um ângulo de linha axio-cervical arredondado. Desgaste circular uniforme. Instrumento utilizado: ponta diamantada, cilíndrica com arestas arredondadas, 0,8 mm.

Preparo